24/03/2010 às 11h17min - Atualizada em 24/03/2010 às 11h17min

Atletismo brasileiro mantém hegemonia na América do Sul, que vem desde 1974

Para Medellín, viajaram 74 atletas brasileiros e país somou 42 medalhas, duas a mais que a Colômbia

foto: Mauricio Dueñas/EFE

O Brasil manteve sua hegemonia no atletismo do continente, que vem desde 1974. Daquele ano para cá, nunca a delegação brasileira deixou de ser campeã, tanto em campeonatos sul-americanos de menores como também juvenis e adultos.
Agora em Medellín, Colômbia, onde os Jogos Sul-Americanos estão englobando o Sul-Americano Sub-23 de Atletismo, o Brasil foi novamente campeão no geral, com 42 medalhas, 13 de ouro, 18 de prata e 11 de bronze. Em segundo lugar – em primeiro nos ouros, com mais quatro somados no último dia -, ficou a Colômbia, com total de 40, sendo 14 de ouro, 12 de prata e 14 de bronze.
Pelo Brasil, viajaram 74 atletas, número dividido exatamente em 37 homens e 37 mulheres. E as mulheres tiveram desempenho melhor: das 42 medalhas, 24 foram de provas femininas. Dos 13 ouros, dez foram conquistados por elas; das 18 pratas, outras dez foram delas; e dos 11 bronzes, foram quatro - contra sete dos homens.
Vários dos atletas ainda são juvenis – com menos de 19 anos -, o que torna ainda é mais significativo. Em Medellín, ganharam um pouco mais de experiência para o Mundial Juvenil de Moncton, Canadá, de 2 a 4 de julho deste ano.
É importante destacar a velocista Ana Cláudia Lemos Silva, de 21 anos, que nas preliminares dos 100 m igualou o recorde sul-americano de Lucimar Moura – 11s17. A marca era do Sul-Americano Adulto de Bogotá, ainda de 1999, e foi batida quando Lucimar tinha 25 anos - ela justamente completou 36 na segunda-feira (22).
Agora em Medellín, Ana Cláudia foi medalha de ouro nos 100 m (11s33), à frente de duas colombianas, Yomara Hinestroza (11s63) e Nelcy Calcedo (11s70). E também ouro no revezamento 4x100 m, ao lado de Vanusa Santos, Vanda Gomes e Franciela Krasucki, com 44s47, à frente de Colômbia (44s94) e Argentina (46s76). No 4x400 m, foi prata, com Bárbara Leôncio, Elaine Paixão e Bárbara Oliveira.
A atleta cearense, da equipe BM&F Bovespa e treinada pelo técnico Roberto Bortolotto, já havia sido campeã sul-americana sub-23 em Lima-2008 e reserva das equipes 4x100 m da Olimpíada de Pequim-2008 e do Mundial de Berlim-2009 que foram quartas colocadas.
Assim, alguns dos atletas da equipe de atletismo que viajou a Medellín ainda são bem jovens, como o paranaense Hederson Estefani, 18 anos, que tem resultados importantes nos 400 m e nos 400 m com barreiras na categoria juvenil e já é considerado uma revelação do esporte, mesmo ainda não tendo chegado ao pódio neste Sul-Americano Sub-23.
Bárbara Leôncio, 18 anos, que treina com o técnico Paulo Servo Costa e compete pela EM Silveira Sampaio, chegou ao bronze nos 200 m em Medellín, com 23s86 (atrás de outra brasileira, Vanda Gomes, de 21 anos, prata com 23s82, e da equatoriana Éricka Chávez Quinteros, ouro com 23s71).
A velocista carioca foi campeã dos 200 m no Mundial de Menores (até 17 anos) de Ostrava-2007 (República Tcheca) e bronze no 4x100 m do Mundial Juvenil (até 19 anos) de Bydgoszcz-2008 (Polônia) e vem participando de provas em categorias acima de sua idade.

fonte: R7

   


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