15/03/2010 às 08h48min - Atualizada em 15/03/2010 às 08h48min

Suspeito de assassinar cartunista é preso no PR

Cadu está com prisão preventiva decretada desde sexta-feira

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24 anos, acusado de matar o cartunista, Glauco Vilas Boas, 53, e seu filho Raoni, 25, foi preso no início desta madrugada, tentando atravessar a ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), em direção ao Paraguai.

Segundo a Polícia Federal, Nunes dirigia um Fiesta preto roubado e chegou a trocar tiros com a "PF" depois que recebeu ordens para parar. Em seguida, houve troca de tiros e um agente da PF foi baleado no braço, mas não corre risco de vida. Carlos Eduardo foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e resistência à prisão.

O rapaz portava uma pistola igual à usada para matar Glauco e Raoni e ficará preso na delegacia da PF até segunda ordem da Justiça Federal de Foz do Iguaçu. Ele deve ser indiciado por cinco crimes: duplo homicídio, roubo de veículo, resistência à prisão, porte ilegal de arma e tentativa de homicídio. No primeiro depoimento, prestado à Polícia Federal, o jovem confessou a morte de Glauco e do filho dele Raoni.

No dia do crime, o jovem chegou à chácara onde morava Glauco Villas Boas, em Osasco, e rendeu a enteada do cartunista. Glauco e a mulher ouviram gritos e saíram para ver o que estava acontecendo.

O estudante estava delirando e queria levar toda a família com ele para convencer a própria mãe de que era Jesus Cristo. Glauco tentou negociar com Cadu para ir sozinho, mas, nesse momento, Raoni chegou e o jovem atirou contra os dois.

Antes de ser preso, "Carlos Eduardo Sunfeld" chegou a ligar para a viúva do cartunista assassinado, conhecida como Madrinha Bia, no sábado. A ligação foi rápida, uma vez que Beatriz Galvão se assustou ao ouvir a voz de Cadu e por isso, não houve tempo para ele fazer ameaças ou pedir desculpas.

Motorista
Após cerca de cinco horas de depoimento, neste domingo, na Delegacia Seccional de Osasco, na Grande São Paulo, Felipe Iasi, 23, foi liberado pela polícia por ter bons antecedentes, acompanhado do pai e do seu advogado. Porém, seus argumentos não convenceram totalmente o delegado Veras Júnior.

Em depoimento, Iasi revelou que foi sequestrado por Cadu e ameaçado com uma arma para ir até o local do crime. Cadu teria dito, segundo o amigo, que "precisava esclarecer que era Jesus Cristo". Conforme o advogado de Iasi, ele não chegou a ouvir os disparos, pois deixou o local antes.

Para o delegado, se Iasi era um refém como diz o advogado, ele deveria ter ligado para a polícia. Segundo Archimedes Cassão Junior, o motorista continua como "averiguado" e seu depoimento "bate" com o de outras testemunhas. “ Ele pode até ser implicado a responder a algum delito, mas seu depoimento foi bastante esclarecedor, ele confirmou o que a família afirmou”.

Fonte: JP Online

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