09/03/2010 às 09h04min - Atualizada em 09/03/2010 às 09h04min

DF: governo e oposição dividem CPI da Corrupção

Deputada distrital aliada de José Roberto Arruda será presidente, mas relatoria está nas mãos do PT

Antônio Cruz/ABr
Foi definida a nova formação da CPI da Corrupção, que analisa, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, as denúncias referentes ao esquema conhecido como “Mensalão do DEM”, que envolveria secretários, deputados distritais, assessores e o governador licenciado do DF, José Roberto Arruda, que está preso há quase um mês na Superintendência da Polícia Federal. Apesar de funcionar há dois meses, a CPI ainda não tomou qualquer depoimento
Eliana Pedrosa, ex-secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda e aliada ao governador licenciado, presidirá a comissão, mas o vice-presidente e o relator são da oposição: Reguffe (PDT) e Paulo Tadeu (PT), respectivamente, Caberá a Pedrosa agendar as reuniões e definir quando coloca cada convocação em votação, mas o redator fica com o texto final da CPI.
Enquanto a deputada afirmou que “não queremos que o período eleitoral e os trabalhos da CPI se confundam de modo que os trabalhos possam ser questionados como um palanque eleitoral”, o distrital Batista das Cooperativas (PRP), primeiro-secretário da Casa, assegurou que “consensualmente nós buscamos o encaminhamento pelo nome da deputada Eliana Pedrosa para presidir essa comissão”.
Reguffe pontuou, por sua vez, esperar “que a gente consiga fazer um trabalho à altura que a população e o contribuinte do Distrito Federal esperam e merecem. Sem dúvida o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público tem mais instrumentos e está em estado muito mais avançado, mas o Poder Legislativo pode mostrar que pode fazer uma investigação extremamente séria e correta".

Impeachment

Os advogados do governador licenciado receberam mais uma má notícia, pois têm apenas 48 horas para que seja enviada a defesa do processo em que o Ministério Público Eleitoral pede o mandato de Arruda por infidelidade partidária, ainda que este afirme ter sofrido perseguição política, razão para a desfiliação.

Fonte: Jovem Pan Online.

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