19/05/2022 às 16h58min - Atualizada em 19/05/2022 às 16h58min

Elize Matsunaga, tem pretendes a casamento

presa há 10 anos por matar marido, conta em manuscrito de livro que recebe cartas com pedidos de casamento

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Dez anos após matar e esquartejar o marido, Elize Matsunaga quer publicar o livro autobiográfico "Piquenique no Inferno", que escreveu à mão na prisão, para pedir perdão à filha, que está impedida de ver desde 2012. Ela diz que cometeu sozinha o crime contra Marcos Matsunaga para se proteger das ofensas e agressões do marido.

No livro, Elize conta que, na prisão, recebe centenas de cartas de vários estados. São de pessoas que se sensibilizaram com sua história e, também, de admiradores apaixonados. Entre as mais curiosas estão aquelas com pedidos de casamento.

"Em um ano, Elize recebeu centenas de cartas de vários lugares do Brasil. Com tentativas de evangelização, pedidos de casamento, amizade e palavras de conforto. Infelizmente não pode responder a todas", conta no livro.

O crime foi cometido em 19 de maio de 2012 no apartamento do casal, na Zona Oeste de São Paulo, e teve repercussão na imprensa por envolver uma bacharel de direito casada com um empresário herdeiro da indústrias de alimentos Yoki. Ele tinha 42 anos à época; ela, 30.

g1 teve acesso com exclusividade a trechos das 178 páginas do livro, falou com os advogados de Elize, mas não conversou com a bacharel.

Em alguns trechos do livro, a bacharel usa a primeira pessoa para contar sua versão e chega a dar uma dica da escolha do título do livro: “Seria assim o inferno? Ou seria pior, como a visão dantesca?,” escreve Elize sobre estar presa, condenada e sem poder ver a filha.


A expectativa dela é a de que a menina, atualmente com 11 anos, possa ler a obra um dia, quando estiver adulta, e conhecer a versão da mãe para o que aconteceu: desde sua origem humilde até os relatos de ter sido vítima de violência sexual na adolescência e doméstica quando se casou.

Por decisão da Justiça, a guarda da filha está com os avós paternos, que proíbem o contato da criança com a mãe.


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