23/11/2021 às 08h17min - Atualizada em 23/11/2021 às 08h17min

Estimulada por Uraí, no Norte, produção de quiabo começa a se expandir no Estado

Repórter: Felippe Salles
https://www.aen.pr.gov.br/modules/debaser/visualizar.php?audiovideo=1&xfid=98972
Secretaria de Agricultura do Para
O caminho repleto de curvas, com terra batida bem avermelhada, é a companhia diária do agricultor Luiz Carlos Shimada há anos. O trecho termina na pequena propriedade que ele administra em parceria com o amigo. Ali, eles plantam hortaliças que ajudam a fazer a fama de Uraí, cidade vizinha a Cornélio Procópio, na Região Norte do Paraná. Em tempos normais, com o clima favorável, Shimada costuma tirar da terra 120 caixas de 15 quilos de quiabo por semana. É um dos impulsionadores da cultura, que fazem do município o maior produtor do Paraná. Foram 594 toneladas em 2020, de acordo com o Departamento de Economia Rural da Seab, Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Ou 7 mil e 500 das quase 8 mil toneladas produzidas em todo o Paraná no ano passado. Número pra lá de robusto para uma cidade de cerca de 11 mil habitantes, segundo a estimativa mais recente do IBGE. Shimada destaca que a produção de quiabo de Uraí abastece as cidades de Curitiba e Londrina, este último principal ponto de distribuição do agricultor. SONORA LUIZ CARLOS SHIMADA. As hortaliças, aponta a Seab, ganham cada vez mais espaço no cenário do agronegócio paranaense. No recorte de 10 anos, entre 2007 e 2017, a produção estadual cresceu 80%, saltando de 1 milhão e 710 mil para 3 milhões 120 mil toneladas. E segue em tendência de alta, apesar da estiagem que atrapalhou o rendimento ao longo de 2020 e 2021. O Valor Bruto da Produção Agropecuária, por exemplo, que era de 3 bilhões e 290 mil reais, passou para quase 4 bilhões no ano passado, um incremento de quase 20%. O resultado poderia ser ainda melhor, segundo Shimada, que ressalta que o tempo entre o plantio e a colheita, que geralmente não passa de 90 dias, aumentou. Entretanto, ele lembra que há um lado bom nessa demora inesperada: o valor do quilo da hortaliça. SONORA LUIZ CARLOS SHIMADA. O sucesso do quiabo em Uraí começa a expandir horizontes e ganhar território pelo Norte do Paraná. A vizinha São Jerônimo da Serra, distante 70 quilômetros, já aparece na vice-liderança na produção, com 360 toneladas em 2020, seguida por Assaí, Jataizinho e Santa Cecília do Pavão. O chefe regional da Seab em Cornélio Procópio, responsável por 23 municípios dos arredores, Fernando Itimura, lembra que a produção de orgânicos também têm crescido na região.// SONORA FERNANDO ITIMURA. O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destaca o forte papel do Paraná na produção de alimentos. SONORA NORBERTO ORTIGARA. O quiabo de Uraí faz parte da série de reportagens “Paraná que alimenta o mundo”, desenvolvida pela AEN, Agência Estadual de Notícias. O material mostra o potencial do agronegócio paranaense. As reportagens são publicadas sempre às segundas-feiras. A previsão é que elas se estendam durante todo o ano de 2021. (Repórter: Felippe Salles)
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