25/01/2019 às 08h58min - Atualizada em 25/01/2019 às 08h58min

Ex-governador do Paraná, Beto Richa é preso preventivamente

Tucano é investigado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa por suspeita em contratos de concessões de rodovias. Ele foi preso nesta sexta-feira (25).

G1 Paraná

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso em casa, por volta das 7h desta sexta-feira (25), de acordo com a Justiça Federal. A investigação apura supostos crimes na concessão de rodovias do estado.
A prisão é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.Dirceu Pupo Ferreria, contador da ex-primeira dama Fernanda Richa, também é alvo de prisão preventiva.
As prisões foram decretadas pelo juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) em um desdobramento da Operação Integração – que foi uma fase da Lava Jato, que investigou a concessão de rodovias no Paraná.
Beto Richa é investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
G1 tenta contato com a defesa do ex-governador e de Dirceu Pupo Ferreira.
 
Preso no ano passado
No ano passado, Beto Richa foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Curitiba
No dia 11 de setembro, ele foi alvo de duas operações: uma realizada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), pela qual foi preso, e outra da Polícia Federal (PF), em uma etapa da Lava Jato, em que foi alvo de busca e apreensão.
Fernanda Richa e Deonilson Roldo, que é ex-chefe de gabinete do ex-governador, e mais 12 investigados foram detidos suspeitos de envolvimento em um esquema de superfaturamento de contratos para manutenção de estradas rurais para o pagamento de propina para agentes públicos.
A investigação do Gaeco era sobre o programa do governo estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais. A operação foi batizada de "Rádio Patrulha".
De acordo com o MP-PR, apurava-se o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.
Quatro dias depois, Beto Richa foi solto após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
 
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