04/10/2018 às 15h17min - Atualizada em 04/10/2018 às 15h17min

Pedágios investigados pela Lava Jato sofrem intervenção do governo do PR

Anúncio sobre a intervenção nas concessionárias de pedágio investigadas na Lava Jato foi feito pelo governo do Paraná nesta quinta-feira (5)

Ricmais

O governo do Paraná anunciou na manhã desta quinta-feira (5) a intervenção nas concessionárias de pedágio investigadas pela operação Lava Jato. A imprensa foi convocada às pressas para uma coletiva, pouco depois de uma reunião entre os secretários.
A governadora e candidata à reeleição, Cida Borghetti, não participou. Ao todo, 19 pessoas tiveram a prisão decretada pela Justiça Federal na semana passada. Entre os presos, estão o irmão do ex-governador Beto Richa e ex-secretário de infraestrutura, Pepe Richa.
Os procuradores da república revelaram a existência de esquemas de irregularidades na cobrança das tarifas dos pedágios cobrados pelas seis concessionárias que atuam no anel de integração do Paraná. 
Inclusive treze atos secretos que permitiram o adiamento de duplicações de rodovias previstas em contrato e o aumento abusivo no preço do pedágio pago pelos motoristas. 
Investigações nos pedágios do Paraná
Ainda segundo as investigações, o esquema contou com a participação de funcionários do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), e da Agepar (Agência Reguladora do Paraná). 
A denúncia sustenta que parte do dinheiro desviado beneficiou diretamente o ex-governador. O decreto é um ato administrativo do governo e segundo os secretários, previsto em contrato. 
A medida prevê a nomeação de coronéis da polícia militar aposentados na gestão das seis concessionárias. 
De acordo com o secretário, eles vão ajudar no levantamento de dados do caixa das empresas,  que ainda hoje é considerado um mistério para o estado. Mais detalhes desse trabalho não foram revelados, mas uma coisa é certa: o preço do pedágio permanece do jeito que está. 

A investigação da força-tarefa sobre os pedágios se tornou pública pela primeira vez ainda em fevereiro.Na ocasião, foram presos o diretor presidente do DER, Nelson Leal, e o presidente da econorte, Hélio Ogama. 
Depois disso, eles se tornaram delatores e as informações serviram de base para a segunda fase com novas prisões.
Esta fase da operação contou com deleção premiada do ex-presidente do DER Nelson Leal e do ex-presidente da econorte Hélio Ogama. Eles foram presos no fim do mês de fevereiro, na primeira fase desta operação. 
Papel dos interventores
De acordo com as informações repassadas pelo governo do Paraná, os interventores vão facilitar o acesso das autoridades aos documentos das concessionárias, garantir respostas nos prazos estipulados e relacionadas às demandas do judiciário. Um conselho local de usuários será criado para monitorar a situação.
Prisão preventiva 
O juiz federal Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, converteu neste sábado, 29, a prisão temporária do ex-secretário do Paraná José Richa Filho, Pepe Richa, em preventiva - custódia por tempo indeterminado. O irmão do ex-governador do Estado Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado, foi preso pela Operação Lava Jato 55 no dia 26 de setembro.
Ivano Abdo, Elias Abdo, Evandro Couto Vianna e Cláudio José Machado Soares também tiveram a prisão convertida para preventiva.

 

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