07/05/2018 às 10h33min - Atualizada em 07/05/2018 às 10h33min

Mandioca orgânica no 3º Dia de Campo em Ribeirão Claro

: Jornalista Daniani Souza – assessoria do Neat/Uenp
: Jornalista Daniani Souza – AMIGOS DA NOTICIA

Independente se é conhecida como aipim ou macaxeira, a mandioca vai ser o grande destaque no 3º Dia de Campo de Produção Orgânica que acontecerá no dia 17 de maio em Ribeirão Claro, Norte Pioneiro do Paraná. O evento apresentará para os agricultores e técnicos como cultivar, sem o uso de agrotóxicos, a raiz que foi eleita pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o alimento do século 21, já que além de dar energia para quem consome, ainda contém dois tipos de carboidratos, a amilopectina e a amilose, dupla que faz a glicose ser liberada mais lentamente para o corpo, evitando picos de açúcar no sangue, o que poupa o pâncreas de trabalhos exaustivos, reduzindo o risco de diabetes tipo 2. “Há 15 anos a Emater de Ribeirão do Pinhal vem prestando assistência técnica continuada na produção e na organização dos agricultores para a comercialização com um grupo de produtores de hortaliças diversas, algumas frutas e agora apresentamos uma nova alternativa: a mandioca”, destacou Mauricio Castro Alves, gerente regional da Emater Santo Antônio da Platina.

Organizado pela Emater, Embrapa, APO - Projeto Vida na Horta, Neat (Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórios) da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná) e Sindicato Rural, o evento técnico é gratuito e acontecerá em dois momentos. Sendo a manhã de palestras na sede do Sindicato Rural com Marcelo Ribeiro Romano (Embrapa) com o tema Manejo da Cultura da Mandioca, Rosangela de Almeida (Rio de Una) sobre Mercado da Mandioca e com o professor Rodrigo Poletto (Uenp) que apresentará o Sistema Agroflorestal. Já no segundo momento, após o almoço, ocorrerá uma visita técnica no Sitio Maranata com apresentação da lavoura, determinação de amido com o uso de balança hidrostática e avaliação das variedades com degustação, análise sensorial e produtividade.

A Engenheira Agrônoma da Emater, Denise Lutgens Rizzo, conta que o Instituto Emater e a Embrapa cederam três variedades de mandioca para serem testadas no campo e que o Sítio Maranata foi escolhido pois é um local pioneiro no município no plantio de mandioca orgânica de mesa. “O nosso foco é mandioca orgânica, já que tem demanda, os preços são melhores e a Associação APO que já tem experiência no processamento (descascar, higienizar e empacotar à vácuo) está em processo de certificação. Aqui em Ribeirão tem cerca de 15 produtores que já estão voltados para esta atividade”, disse lembrando que os Dias de Campo anteriores foram sobre tomate orgânico em estufa.

O agricultor José Avilar Rissá Filho, colaborador do Sítio Maranata, explica que na lavoura não tem nenhuma praga, porém cultivar mandioca exige alguns cuidados especiais. “Se plantar e não tiver chuva, não brota. Se não limpar os pés tirando excesso de galhos, não desenvolve. Tem que arrancar os pés com cuidado para não quebrar as raízes e ainda tem todo um processo para embalar. Tendo estes cuidados, a colheita é certa. Após 18 meses de plantio, tirei em um pé de mandioca pesando 15kg depois de processado”, contou orgulhoso.

José Avilar é um produtor orgânico atendido pelos bolsistas do Neat/Uenp e é certificado pelo Tecpar através do Paraná Mais Orgânico desde 2011. Para ele, o cultivo de forma natural acarretou em uma melhoria diretamente na sua saúde. “Quando eu era um produtor convencional muita coisa ruim aconteceu. No tomate, por exemplo, eu ficava até com medo dos produtos que usava. Me intoxiquei três vezes, a primeira foi com veneno que passava no tomate, outra vez com veneno para combater as ervas daninhas e na última vez foi com veneno que passava no café. Agora que estou no manejo orgânico, eu vejo que não precisava de nada daquilo. Os produtos que uso agora são fracos ou naturais. O trabalho agora é preventivo”, explicou.

trabalha com este grupo a 15 anos prestando assistência técnica continuada na produção e na organização dos produtores para a comercialização. Este grupo

Para o Dia de Campo é aguardado a presença de 70 a 100 participantes de toda a região. “Já temos confirmados agricultores e técnicos de Santo Antônio da Platina, Bandeirantes, Cambará, Carlópolis, Jacarezinho, Curiúva, Wenceslau Braz e de Ribeirão Claro”, acredita Denise Rizzo da Emater.

Por: Jornalista Daniani Souza – assessoria do Neat/Uenp


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