15/12/2017 às 15h17min - Atualizada em 15/12/2017 às 15h17min

Governo estadual transfere delegado que investiga roubo e agressão a jornalista

maringamanchete
 
O repórter policial André Almenara acaba de confirmar que o delegado operacional de Maringá, Luiz Cláudio Alves, está para ser transferido para o município de Reserva, na micro-região de Telêmaco Borba. Sua transferência foi anunciada um dia depois de ter cumprido mandados judiciais no chamado “caso Rigon”, em que este jornalista foi agredido por familiares do vereador Homero Marchese (PV), e teve seu iPhone roubado durante a sessão que instalou a Comissão Processante contra o vereador; 50 dias depois o ambiente de trabalho (senhas e materiais de trabalho juntos) foi invadido. Ontem foram cumpridos mandados na casa do médico Maurício Marchese e do empresário Luiz Henrique Rodrigues Alves. O delegado também responde pela Antitóxicos.

O trabalho do delegado Luiz Cláudio Alves, confirmam setoristas, é um dos mais sérios e competentes já vistos na 9ª SDP. Se sua transferência se confirmar, será uma perda para a segurança pública de Maringá e certamente a vitória dos que não querem a devida apuração de crimes cometidos na cidade.
A determinação para sua transferência vem de Curitiba. Cida Borghetti (PP) é a governadora em exercício do Paraná.

* Nota Pública - ADEPOL/PR* 

A Associação dos Delegados de Polícia do Paraná informa que já foi acionada e seu Departamento Jurídico está tomando todas as medidas para que seja revertida o quanto a situação estabelecida na Portaria 1956-DPC de 13/12/2
017, que de forma arbitrária e sem motivação razoável determinou a remoção do associado Delegado de Polícia Luíz Cláudio da Silva Alvez da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Maringá - 9º SDP, para Comarca de Reserva - 18ª SDP. 

A Adepol repudia com veemência toda remoção arbitrária de Delegados de Polícia, sobre tudo quando se tem como escopo a interferência externa e indevida de investigações em andamento, e lembra que a inamovibilidade do Delegado de Polícia é prerrogativa legal prevista na Lei 12830/13, que só pode ser afastada por ato fundamentado que respeite o princípio constitucional da impessoalidade (art. 37, caput, CRFB/88) que não foi observado no caso. 

A Adepol reafirma sua defesa intransigente da classe dos Delegados de Polícia em benefício da Instituição Polícia Civil do Paraná e da sociedade paranaense, e se compromete a acompanhar o presente caso até que haja uma resolução definitiva da questão. 

A Diretoria.


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