01/12/2017 às 14h38min - Atualizada em 01/12/2017 às 14h38min

AMÉRICA DO SUL É ÚNICO CONTINENTE QUE MÍSSIL DA COREIA DO NORTE NÃO ALCANÇA

Acrediteounão

O novo teste de míssil balístico realizado pela Coreia do Norte deixou o mundo apreensivo. Não só pelo problema diplomático com os países da Organização das Nações Unidas (ONU), mas, também, com o próprio potencial de destruição do projétil, batizado de Hwasong 15.

De acordo com o regime norte-coreano, o projétil tem capacidade nuclear e alcance para atingir todo o território dos Estados Unidos. E, segundo estudos, o armamento tem potencial para chegar ao mundo todo.

Curiosamente, de acordo com especialistas, a única região do planeta que ficaria fora do ‘radar’ do Hwasong 15 é a América do Sul. Como o alcance é de até 13 mil km, o continente onde está o Brasil ficaria a salvo da ameaça.

Além da América do Sul, há outros trechos, mais isolados, que não são alcançados pelo míssil. São eles: alguns países da América Central e do leste da África, além de ilhas britânicas localizadas no Atlântico sul.

Veja na projeção de alcance a seguir:

 

coreia do norte america do sul mapa

coreia do norte america do sul mapa

O que já se sabe sobre o míssil da Coreia do Norte

O site BBC listou alguns fatos já conhecidos sobre o míssil batizado de Hwasong 15. Veja:

  • Tratou-se de um míssil balístico intercontinental;
  • Foi lançado, ao que parece, de uma plataforma móvel e em uma trajetória elevada (que só busca alcançar o máximo de altura possível);
  • Manteve-se no ar por 53 minutos, o maior tempo até hoje entre os mísseis testados por Pyongyang;
  • Segundo Pyongyang, voou a uma altitude de 4,47 mil km, a mais alta alcançada até agora por um míssil do país;
  • Percorreu 970 km antes de cair no mar do Japão, embora não tenha sobrevoado o território japonês, como mísseis lançados anteriormente;
  • Em uma trajetória normal, teria tido um alcance de 13 mil km, o suficiente para chegar a Washington, na costa oeste dos Estados Unidos, Europa ou Austrália, segundo cálculos do especialista em mísseis David Wright, da ONG Union of Concerned Scientists (União de Cientistas Preocupados, em tradução livre).

Link
Notícias Relacionadas »