08/11/2017 às 16h36min - Atualizada em 08/11/2017 às 16h36min

PM PRENDE VEREADORES POR DESACATO APÓS CONFUSÃO COM PROMOTOR

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Vereadores foram conduzidos à 38ª Delegacia Regional de Polícia, onde assinaram um Termo Circunstanciado e foram liberados - (Foto: Thannillo Araújo/NP TV)
 
Os vereadores Genivaldo Marques (PSDB) e Rudinei Esteves (PMDB) foram presos na noite de domingo (6), pelo crime de desacato à autoridade, em Santo Antônio da Platina. Os parlamentares são acusados de desobedecerem a uma determinação policial, e de tentarem intimidar o promotor de Justiça Diego André Coqueiro Barros.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a confusão ocorreu em um bar na rua Ivo Farto Brito, no Jardim Moralina, em frente à casa do promotor de Justiça, onde segundo ele, um grupo de pessoas promovia gritaria, algazarra e soltavam fogos de artifício em comemoração ao resultado de partida de futebol.

Ainda de acordo com o documento, o promotor de Justiça também teria recebido mensagens de vizinhos o informando que além da perturbação de sossego, algumas pessoas faziam uso de entorpecente no local.

O representante do Ministério Público então tentou conversar de forma amistosa com proprietário do bar, porém, segundo ele, foi repreendido por um dos clientes do estabelecimento e acionou a PM.

Uma equipe do Serviço de Inteligência (P2) da 4ª Companhia chegou ao local logo em seguida, e deu voz de abordagem a todos que estavam no bar. A ordem foi acatada, exceto pelo vereador Rudinei Benedito Esteves (PMDB), o ‘Rudi’, que segundo os policiais, passou a desacatá-los dizendo que era autoridade máxima no local e que levaria a situação ao conhecimento de um deputado para que fossem tomadas as devidas providências contra os militares.

Esteves recebeu voz de prisão por desobediência, e quando ele era conduzido ao camburão na presença do promotor de Justiça Diego Coqueiro Barros, o também vereador Genivaldo Marques (PSDB) tentou tumultuar a situação, segundo a PM, questionando o tratamento dos policiais ao companheiro que possui imunidade parlamentar. Marques exigiu respeito, e em tom de ameaça teria falado que pediria a transferência dos militares a um deputado.

Diante dos fatos, o parlamentar também recebeu voz de prisão do promotor de Justiça Diego Coqueiro Barros, que determinou a condução dos políticos à 38ª Delegacia Regional de Polícia, onde eles assinaram um Termo Circunstanciado (TC) e foram liberados.

Outro lado

Procurado pela reportagem, o vereador Rudinei Esteves negou ter havido excesso de sua parte. Segundo ele, os policiais militares envolvidos na ocorrência foram ríspidos e ofenderam a todos que estavam no bar. “O promotor (Diego Coqueiro) havia acabado de enviar uma mensagem ao dono do bar pedindo a ele para conter os ânimos de seus clientes. Tinha família no local, inclusive a minha. Estávamos todos comemorando o resultado do jogo de forma natural, sem excessos. Foi quando dois policiais chegaram exaltados, e um deles xingou todo mundo de vagabundo, ordenando que puséssemos as mãos na parede. Não concordei com a forma como ocorreu a abordagem e agi em defesa dos cidadãos que ali estavam”, justificou. “Insisti com os questionamentos aos policiais, e um deles me deu voz de prisão”, concluiu.

Genivaldo Marques disse que citou o nome de um deputado como aliado para resolver a situação, e jamais para intimidar os policiais ou o promotor de Justiça Diego Coqueiro Barros. “Assim como eles, também somos autoridades no município e merecemos respeito. A intenção era solucionar o problema. Da mesma forma que o promotor recorreu à força policial, a minha intenção era entrar em contado com o deputado do nosso grupo político”, defende-se. “A PM e o promotor alegam abuso de autoridade da nossa parte, mas será que da parte deles isso não ocorreu?”, questiona o vereador.

Os parlamentares disseram que pretendem denunciar os policiais militares envolvidos na ocorrência e o promotor Diego Coqueiro Barros pelo crime  de abuso de autoridade, o mesmo o qual foram acusados.

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