17/03/2017 às 12h22min - Atualizada em 17/03/2017 às 12h22min

Polícia Federal deflagra megaoperação de combate a venda ilegal de carnes

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São aproximadamente 1100 policiais federais cumprindo 309 mandados judiciais, na maior operação já realizada pela Polícia Federal.

Viaturas da Polícia Federal no Ministério da Agricultura (Foto: Vitor Matos/G1)

Viaturas da Polícia Federal no Ministério da Agricultura (Foto: Vitor Matos/G1)

Viaturas da Polícia Federal no Ministério da Agricultura (Foto: Vitor Matos/G1)

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (17) a Operação Carne Fraca para combater corrupção de agentes públicos federais e crimes contra Saúde Pública. O esquema seria liderado por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio, com executivos das gigantes BRF e JBS entre os alvos da operação, que foi autorizada pelo juiz Marcos Josegrei da Silva, da Justiça Federal do Paraná. Segundo a PF, a operação detectou em quase dois anos de investigação que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás “atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público”.

Em nota, a Polícia Federal informou que aproximadamente 1.100 policiais federais estão cumprindo 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao esquema. Essa é a maior operação policial da história da PF.

“Os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva. Dentre as ilegalidades praticadas no âmbito do setor público, denota-se a remoção de agentes públicos com desvio de finalidade para atender interesses dos grupos empresariais. Tal conduta permitia a continuidade delitiva de frigoríficos e empresas do ramo alimentício que operavam em total desrespeito à legislação vigente”, diz a nota da PF.


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