23/01/2017 às 08h56min - Atualizada em 23/01/2017 às 08h56min

Em C. Procópio, simples abordagem policial a veículo acaba em desobediência, desacato, tráfico de influência e ameaça, segundo a PM

fonte:Anuncifácil

De acordo com o SGT Alves da Polícia Militar de Cornélio Procópio, na tarde de sábado (21), por volta das 15h30, uma equipe do Pelotão de Trânsito acionou o apoio das demais equipes da PM, pois durante uma abordagem de rotina na Rua Zulmira Marchesi da Silva, uma motorista teria causado problemas.

Segundo Alves, já no local, as equipes que vieram em apoio foram informadas pelos policiais da ocorrência inicial que momentos antes, ao procederam à abordagem a um veículo, a condutora do automóvel não apresentou os documentos obrigatórios, pois não estavam com ela.

Ao consultarem o sistema operacional, foram constatados vários débitos na documentação do veículo e ao ser informada que este seria apreendido conforme rege a Lei de Trânsito, a motorista passou a desacatar os policiais e deixou o local, abandonando o carro, informaram os PMs da PELTRAN as equipes de apoio, relatou Alves.

Ainda conforme o SGT Alves, no momento que as informações eram passadas, compareceram ao local o esposo da motorista com seus dois filhos, um cunhado e demais pessoas, que tentaram impedir o trabalho tumultuando o local, sendo necessário acionar mais viaturas para manter a situação sob controle.

Ao ser informado que o carro seria recolhido baseado na legislação vigente, o marido da motorista impôs que sua mulher era advogada, que os policiais estavam abusando de autoridade, além de afirmar que ele e sua esposa seriam conhecedores de seus direitos.

Ele novamente foi orientado quanto a Lei de Trânsito e que o carro possuía irregularidades, mas o homem insistiu em dizer que a apreensão era ilegal e que a equipe deveria liberar o carro, na tentativa de fazer os policiais serem mais maleáveis perante a lei, o que é impossível e não foi acatado, informou o SGT Alves.

Não sendo atendido em seu pedido, o homem passou a ameaçar os policiais de processo, inclusive tentando usar o seu aparelho celular para ligar para autoridades políticas locais, em um gesto para intimidar a equipe e o que seria a princípio uma infração de trânsito simples, gerou outras contraversões, que incluíram desobediência, desacato, tráfico de influência e o crime de ameaça.

O carro foi devidamente recolhido, apesar dos protestos do cidadão e encaminhado ao pátio do Pelotão de Trânsito, onde recebeu as devidas notificações, finalizou o SGT Alves.

A principal pessoa envolvida na situação entrou em contato com a redação do site Anuncifácil e apesar de solicitarmos que ela dessa a sua versão dos fatos, a mesma alega perseguição, mas não enviou qualquer material que confronte a narrativa da PM.


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