02/01/2017 às 16h11min - Atualizada em 02/01/2017 às 16h11min

Em depoimento, cúmplice diz que foi ameaçado por embaixatriz grega

fonte:G1

Eduardo Tedeschi de Melo, apontado pela polícia como um dos três suspeitos de matar e tentar ocultar o cadáver do embaixador grego Kyriakos Amiridis no Rio de Janeiro, afirmou em seu depoimento que Françoise Amiridis, esposa do diplomata, o ameaçou de morte caso falasse sobre os planos do crime a alguém. Eduardo é primo do PM Sérgio Gomes Moreira Filho, amante de Françoise e principal suspeito do crime, segundo as investigações.

Nesta segunda-feira (2), a polícia grega e a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) continuam as diligências para conseguir imagens do crime. Uma reunião realizada nesta manhã definiu detalhes da cooperação.

"Vamos fazer um cronograma de diligências para que esses policiais gregos acompanhem", disse o delegado Rivaldo Barbosa, em entrevista ao Bom Dia Rio. As investigações, após a prisão de Françoise e do PM Sérgio Moreira, além do sobrinho, seguem principalmente na busca por imagens que possam ajudar a elucidar os últimos pontos do crime.

PM tentou apagar imagens
O PM da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Fallet, preso pela suspeita de assassinar o embaixador da Grécia no Brasil, tentou apagar imagens de câmeras de segurança do circuito interno do condomínio onde o diplomata foi morto, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

O policial não conseguiu apagar as imagens porque agentes da Polícia Civil o impediram.

A informação está na decisão da Justiça do Rio, que determinou na noite de sexta-feira (30) a prisão não só do PM, como da amante do militar e mulher do embaixador, Françoise de Souza Oliveira, de 40 anos, e do primo do policial, Eduardo Tedeschi de Melo, de 24 anos.

Todos os três já foram encaminhados a presídios, onde ficarão por pelo menos 30 dias. Também na decisão, o juiz Felipe Carvalho da Silva ressaltou que nos depoimentos dos suspeitos existem várias contradições.


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