04/04/2016 às 08h00min - Atualizada em 04/04/2016 às 08h00min

Descarte de merenda escolar em Sertaneja vira caso de polícia

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Na noite de sexta-feira (1), a Polícia Militar de Sertaneja (32 Km de Cornélio Procópio), foi acionada para verificar uma situação suspeita presenciada por uma vereadora, que viu um carro da prefeitura repassando produtos alimentícios para outro veículo próximo à praça central, em frente a uma agência bancária.

Rapidamente a equipe responsável pelo plantão, formada pelos policiais militares CB Erimar e SD Efraim se dirigiu ao local e ao chegar, se deparou com um veículo pertencente ao município junto a uma pick-up Toyota/Hilux.

De acordo com o CB Erimar, foi constatado o fato, onde era repassados para a pick-up sacos de um quilo de arroz de venda proibida (merenda escolar), totalizando 34 quatro quilos.

Segundo o policial militar, um dos indivíduos que realizava o transporte da merenda se identificou como funcionário do setor de Vigilância Sanitária do município e afirmou que estava se desfazendo do produto a pedido de uma diretora de uma escola do Distrito de Paranagí.

Conforme relato do vigilante sanitário aos policiais, a diretora do colégio afirmou que apesar do produto ainda estar no prazo de validade, apresentava mau cheiro, estando impróprio para o consumo dos alunos e diante disso, ele pediu ajuda ao seu filho para descartar o material, usando a pick-up do mesmo.

Como o funcionário público não apresentou qualquer documento que comprovasse a sua afirmação, o material foi apreendido e os envolvidos, inclusive a vereadora e uma testemunha, encaminhados a 11ª SDP, em Cornélio Procópio para verificação do fato, informou o CB Erimar.

Na delegacia, a vereadora, de nome Anete Andrade Frederico, disse que participava da “Feira da Lua”, realizada na cidade, quando foi procurada por um cidadão, que a informou que viu produtos da merenda escolar sendo transportados para um caminhonete com placas da cidade de Tibagi.

Como vereadora, ela decidiu verificar e ao comprovar o que teria dito o cidadão, acionou o PM por se tratar de produtos pertencente ao município, cedidos pelo governo, afirmou  a Sra. Anete Andrade.

Pouco depois, a diretora do colégio mencionado pelo vgilante sanitário compareceu a delegacia, onde relatou que tudo não passou de um mal entendido.

A diretora, de nome Cinthia, afirmou que foi procurada pela responsável da merenda da escola, que a informou que o produto poderia estar estragado. A funcionária solicitou que o caso fosse repassado ao pessoal da Vigilância Sanitária, para que estes retirassem o arroz para não comprometer os demais produtos, visto que seu depósito é muito pequeno.

Na última quarta-feira (30), a Vigilância Sanitária esteve na escola e com sua autorização, solicitada pela merendeira, o arroz foi entregue para retirada e posterior análise, informou a diretora Cinthia.


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