02/02/2016 às 09h16min - Atualizada em 02/02/2016 às 09h16min

Operação reforça segurança nas ruas de Londrina

As ações serão coordenadas pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Curitiba; Gaeco acompanha as investigações

Fonte:Folha de Londrina

A Polícia Militar lançou ontem, no 5º Batalhão, a força-tarefa contra a crise na segurança pública após os homicídios em série registrados entre a noite da última sexta-feira e madrugada de sábado em Londrina. Pelo menos 80 policiais devem reforçar o efetivo por 10 dias, sendo que o prazo pode ser até postergado. Segundo o responsável pelo 2º Comando Regional da Polícia Militar, tenente-coronel Marcos Wosny, policiais da região de Maringá e de municípios do Norte e do Norte Pioneiro, como Jacarezinho, Cornélio Procópio, Arapongas, Rolândia e Apucarana vão reforçar o efetivo para operação em Londrina com disponibilidade de 24 horas por dia.
Além disso, as ações serão coordenadas pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Curitiba, que também disponibilizou efetivo para as atividades em Londrina. "O trabalho ostensivo será realizado nas ruas com patrulhamento, abordagens e blitzes. A força-tarefa vai auxiliar os atendimentos diários no 5º Batalhão e na 4ª Companhia Independente da PM, na zona norte. O efetivo também dará apoio a polícia judiciária no cumprimento de mandados e outras demandas", explicou. A força-tarefa ainda deve montar barreiras e realizar apreensão de armas de fogo, drogas e veículos irregulares para controle maior em pontos críticos.
Ele lembrou que os homicídios registrados na madrugada do último sábado, após a morte de um policial militar na sexta-feira, comprometem as estatísticas de todo o ano. "Em poucas horas, 11 pessoas morreram em Londrina, o que representa cerca de 40% dos óbitos de todo o ano passado", afirmou. Questionado sobre o estado de saúde dos feridos nos ataques, ele apenas confirmou que houve óbitos posteriores nos hospitais, mas que os números deveriam ser confirmados pela Polícia Civil, que também integra a força-tarefa. No entanto, a Polícia Civil não se manifestou ontem sobre o caso. Wosny ainda rechaçou os boatos sobre supostos "toques de recolher" em bairro da cidade, principalmente, na noite do último sábado e afirmou que a polícia está nas ruas para normalizar o nível de segurança da cidade.

GAECO
O promotor de Justiça Jorge Barreto informou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) vai acompanhar as investigações da força-tarefa e, se necessário, auxiliar as apurações da chacina no final de semana. "A Polícia Civil já instaurou inquérito e a Corregedoria da PM também apura os confrontos. Neste momento, é importante juntar forças para identificar as formas como ocorreram os crimes, os motivos e os autores, que serão responsabilizados judicialmente. Além disso, a investigação deve elucidar se existe conexão entre os crimes", acrescentou.
Ele esclareceu que o Gaeco não vai realizar uma investigação paralela, mas não descartou diligências, caso seja necessário durante o acompanhamento das apurações. Barreto também lembrou que o mês de janeiro já registrava um número alto de homicídios, que cresceu ainda mais no último final de semana, o que deve ser investigado no decorrer dos trabalhos das forças de segurança.


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