09/07/2015 às 11h24min - Atualizada em 09/07/2015 às 11h24min

Mulher denuncia Hospital Santa Alice de Santa Mariana por suposta omissão de socorro

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Na manhã de quarta-feira (8), Lucilene da Costa Firmino Pinto, moradora do conjunto Pablo Polônio, em Santa Mariana (12 Km de Cornélio Procópio), procurou a reportagem do programa “Jornal da Manhã” levado ar diariamente pela Rádio Medianeira FM, para destacar possível caso de omissão de socorro por parte do Hospital Santa Alice.

De acordo com ela, o pai de 84 anos de idade, lesionou uma das pernas após uma queda no quintal de casa há cerca de mais ou menos um mês atrás e só depois de alguns dias foi constatado fratura no fêmur. Lucilene diz que chegou ao hospital pedindo que uma ambulância fosse até sua residência para auxiliar no transporte correto e seguro até o local de atendimento, mas não foi atendida.

“Cheguei ao hospital e nem deram bola Fui atendida por uma pessoa grossa e mal educada, que afirmou não disponibilizar no momento uma ambulância. Tal pessoa disse para eu voltar à minha casa, pegar o meu próprio carro e socorrer o meu pai. Foi então que fui à delegacia registrar um boletim de ocorrência”, Relatou Lucilene.

Algum tempo depois o pai de Lucilene foi levado a outro hospital da região onde recebeu o tratamento adequado. Fato parecido ocorreu novamente no último final de semana. O pai de Firmino não estava passando bem. A filha, desesperada, voltou ao hospital da cidade, onde segundo ela, recebeu o mesmo atendimento ‘grosseiro’ da última vez.

A partir daí a equipe do Jornal da Manhã entrou em contato com Carlos Busetti, do Departamento de Saúde do município, que gentilmente os atendeu por telefone.

Busetti foi questionado se é papel do respectivo setor fiscalizar o hospital.

Carlos está em Curitiba participando de um evento na área da saúde, por isso a entrevista foi realizada através de linha telefônica. “O hospital é independente. Fiscalizamos sim, caso haja alguma denúncia ou reclamação de mau atendimento ou desrespeito às pessoas da comunidade. Os responsáveis pelo hospital atualmente são os próprios gestores. O município não responde pela entidade”, disse.

Em contato com o Hospital Santa Alice, a equipe de reportagem foi atendida por uma determinada funcionária colocando a sua versão de maneira ‘áspera’ e ‘ameaçadora’.

“Eu e ninguém aqui do hospital temos a obrigação de falar nada. Nem eu e nem mais ninguém vai falar nada sobre essa mulher. Ela chegou aqui ofendendo todo mundo e dizendo que queria o transporte do pai em uma ambulância nova. Ela só sabe reclamar”, afirmou a funcionária do hospital.

No momento em que a equipe finalizava a conversa, notou-se claramente um tom de ameaça por parte da pessoa entrevistada. Tal funcionária disse por diversas vezes que se a reportagem do programa levasse ao ar o que estava sendo dito, mesmo não identificando sua voz, respeitando assim seu direito ao anonimato e a privacidade.

 “E ai de você (repórter), se colocar a minha fala no ar. Aí sim a conversa vai ser diferente”, disse.

“Algo estarrecedor, falado por uma pessoa que trabalha na saúde, onde teria como principal atitude respeitar as pessoas e também a imprensa. O que se espera de um profissional que trabalha na área da saúde, seja ele homem ou mulher, é em primeiro lugar o mínimo de respeito e carinho ao conversar com as pessoas, seja ela pobre, rica, branca, negra, enfim. Se aquele ou aquela que trabalha na saúde não respeita nem mesmo um jornalista ou repórter que entra em contato com o hospital para obter informações de interesse público, imagine só como será tratado, por essa pessoa, um enfermo que chega à porta do hospital precisando de atendimento? O respeito deve ser mútuo, entre ambas as partes (paciente e profissional da saúde). Respeito, carinho e determinação são muito importantes em qualquer profissão, principalmente naquela que tem por finalidade o cuidado e auxilio a vida”, finalizou o jornalista Henrique Alberini, apresentador do “Jornal da Manhã”. (Com informações de Marcos Maia)


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