07/07/2015 às 21h48min - Atualizada em 07/07/2015 às 21h48min

Médico acusado de cobrar atendimento pelo SUS de C. Procópio é preso durante fuga para SP, afirma jornal

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De acordo com o Jornal Gazeta do Povo de Curitiba, o médico ortopedista André Santana Fonseca Rodrigues (foto), foi preso na manhã de terça-feira (7). Ele foi denunciado pelo Ministério Público por cobrar indevidamente para realizar atendimento de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Santa Casa de Misericórdia em Cornélio Procópio.

O médico estava com o mandado de prisão decretado desde segunda-feira (6) e tentava fugir para o estado de São Paulo. A Polícia Militar prendeu o médico na cidade de Bandeirantes, a 40 quilômetros de Cornélio Procópio.

Rodrigues, de acordo com o MP, exigia a cobrança de valores para realizar cirurgias, que geralmente eram urgentes, informando aos familiares que não havia vaga disponível ou que a qualidade da operação seria pior, se não houvesse pagamento. Muitas vezes ele se recusava a atender o paciente sem a contrapartida do pagamento e também exigia valores para fornecer atestados médicos referentes a cirurgias que eram realizadas pelo SUS.

Em novembro de 2014, Kelly Cristina Pereira dos Santos sofreu uma fratura exposta na perna em decorrência de um acidente de carro. A paciente foi encaminhada para a Santa Casa de Misericórdia, que é hospital de referência na região. De acordo com o MP, após constatar a necessidade imediata de cirurgia o médico exigiu a cobrança de R$ 2 mil, alegando que o material hospitalar era muito velho e que só faria o procedimento mediante o pagamento do valor exigido.

Como os familiares se negaram a fazer o pagamento a cirurgia não foi realizada. Kelly estava com a perna inchada, com febre e vômito. O Ministério Público oficiou a Santa Casa e dois dias depois a cirurgia foi realizada gratuitamente.

A idosa Tereza Gonçalves Miranda. Na véspera do Natal, ela sofreu uma queda e teve fratura exposta no punho esquerdo. Ela fez cirurgia na Santa Casa e recebeu alta no dia 26 de dezembro. O médico pediu para que ela fosse a seu consultório particular e disse que o procedimento tinha que ser realizado novamente para colar um pino no braço. Rodrigues informou que o procedimento seria realizado pelo SUS, mas exigiu o pagamento de R$ 2 mil.

O valor seria para que o médico encontrasse uma vaga para a paciente e para o pagamento do anestesista. Ele pediu ainda que o dinheiro fosse entregue em seu escritório particular, de acordo com o MP. Em depoimento ao órgão, familiares de Tereza informaram que tiveram que fazer um empréstimo para pagar o valor exigido. Todavia, conforme demonstrativo, o procedimento foi totalmente custeado pelo SUS no valor total de R$ 529.

A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com o escritório Amaral & Associados, responsável pela defesa de André Santana Fonseca Rodrigues, mas até o fechamento da reportagem os advogados não quiseram se manifestar sobre o assunto. (Redação Gazeta do Povo)


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