10/06/2015 às 13h00min - Atualizada em 10/06/2015 às 13h00min

Fiscal da receita é preso em Cornélio pelo Gaeco; Outro está foragido

cornélionoticias.com.br
CORNÉLIO NOTÍCIAS

Na manhã desta quarta-feira o Gaeco realizou a prisão de um procopense e está a procura de outro. Os nomes ainda não foram revelados.

Fábio Silveria JL

Gaeco na rua: começa a segunda fase da Operação Publicano; ou Voldecano

 O Gaeco deflagrou no começo da manhã desta quarta-feira a segunda fase da Operação Publicano, que investiga uma suposta “organização criminosa” formada por auditores fiscais, contadores e empresários para facilitar a sonegação fiscal mediante o pagamento de propina.

Estão sendo cumpridos mais de 50 mandados  de prisão em pelo menos 10 cidades paranaenses, entre elas Londrina, Arapongas, Apucarana e Curitiba. Ainda não é possível saber os nomes dos presos e nem os cargos, mas é provável que entre eles estejam auditores fiscais e empresários.

Entre os presos em Londrina está Márcio de Albuquerque Lima, considerado o líder do grupo e que foi inspetor geral de fiscalização da Receita Estadual entre julho do ano passado e março desse ano, quando foi cumprido um mando de busca e apreensão no seu escritório, em Curitiba. Lima é companheiro do governador Beto Richa (PSDB) em provas de automobilismo. Luiz Abi Antoun, primo em sétimo grau de Beto Richa, também teve a prisão decretada, mas ainda não foi localizado pelo Gaeco. Outros mandados estão sendo cumpridos.

Segundo o Bom Dia Paraná, um carro do Gaeco foi batido no começo da operação, quando uma esposa de auditor tentava fugir. O marido dela foi preso.

A segunda fase da Operação Publicano tem o “reforço” de algumas delações premiadas, principalmente as dos irmãos e  auditores fiscais Luiz Antônio de Souza e Rosângela Semprebom. Colaborando desde o começo de maio, Souza confirmou a existência das práticas e da organização do grupo e já se dispôs a devolver parte do patrimônio obtido por meios ilícitos ao Estado, como forma de compensação financeira. Ele tenta antecipar a devolução de duas fazendas com valor estimado em R$ 20 milhões – a devolução só deveria ser efetuada ao final do processo.

Da redação do CN com Fábio Silveria


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