27/05/2015 às 09h27min - Atualizada em 27/05/2015 às 09h27min

Filho de Francischini sugere para governo alienar folha de pagamento dos servidores

Governo contrataria uma instituição bancária para ficar responsável pelo pagamento do funcionalismo. Iniciativa arrecadaria cerca de R$ 800 milhões

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Guilherme Batista - Redação Bonde

O deputado estadual Felipe Francischini (Solidariedade), filho do ex-secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Francischini, afirmou que é a favor do reajuste salarial de 8,17% aos servidores públicos estaduais, mas disse entender o fato de o Governo do Paraná não ter dinheiro em caixa para repor os vencimentos dentro dos índices impostos pela inflação. Na avaliação dele, o reajuste exigido pelas categorias em greve sairá apenas se o poder público alienar a folha de pagamento dos servidores. 

Com a alienação, conforme o parlamentar, o governo contrataria uma instituição bancária para ficar responsável pelo pagamento do funcionalismo. "É um dispositivo sem ônus ao servidor e que, pelas estimativas da Secretaria Estadual da Fazenda, poderia fazer os cofres públicos receberem cerca de R$ 800 milhões, mesmo valor previsto para a reposição da inflação em 2015", argumentou o deputado durante a sessão de segunda-feira (25) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). 

Francischini disse, ainda, que chegou a conversar sobre a alienação da folha de pagamento com o secretário estadual de Fazenda, Mauro Ricardo Costa, e que o responsável pelas finanças do Estado teria se mostrado interessado na iniciativa. "O recurso viria livre, por não estar previsto em orçamento, e sem a necessidade de o poder público retirá-lo de áreas essenciais como a saúde e a educação", observou. 

Filho do apontado como responsável pela ação policial que deixou mais de 200 feridos no Centro Cívico no último dia 29, o deputado defendeu, pela primeira vez, o índice pedido pelos servidores. "A reposição inflacionária não é um direito do servidor, mas uma obrigação do Estado", destacou. 

O pai dele, por sua vez, acabou entregando o cargo ao governador Beto Richa (PSDB) no início deste mês, logo após ser responsabilizado - por servidores e pelo próprio governo - pela ação policial.


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