23/03/2015 às 09h16min - Atualizada em 23/03/2015 às 09h16min

Prefeito paranaense é preso suspeito de participar de morte de procurador

Anuncifacil

Seis pessoas foram presas em Chopinzinho, no sudoeste do Paraná, suspeitas de participação na morte do procurador do munícipio, Algacir Teixeira de Lima, de 51 anos, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR). Entre os presos, está o prefeito da cidade, Leomar Bolzani (PSDB), que foi detido na manhã de domingo (22), em casa.

O G1 tentou entrar em contato com o advogado que irá representar Bolzani e foi informado pela Sesp-PR que o prefeito não tem advogado constituído. Conforme a secretaria, um advogado de Curitiba deve se deslocar até Pato Branco, município próximo a Chopinzinho onde o prefeito está detido, para atendê-lo.

O crime foi no dia 16 de março, em frente à casa do procurador. Dias depois, a polícia disse que a morte foi motivada por uma rixa, mas não revelou detalhes.

As prisões dos suspeitos vem sendo feitas desde o dia 18. Neste domingo, foram mais duas, a do prefeito, que foi decretada pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), já que Bolzani tem foro privilegiado em função do cargo que ocupa, e de mais um outro suspeito. Todos foram levados para a delegacia da Polícia Civil de Pato Branco e prestaram depoimento, conforme informou a Sesp-PR.

O G1 tentou, às 17h15, falar com os delegados Meurer e Getúlio de Moraes Vargas, que ouviram os depoimentos dos suspeitos, mas foi informado que apenas a Sesp-PR vai repassar informações sobre o caso.

A reportagem também ligou para a assessoria de imprensa da Prefeitura de Chopinzinho, às 17h30, mas as ligações foram encaminhas para a caixa postal.

O presidente do PSDB no Paraná, Valdir Rossoni, foi contatado, porém até as 17h30 de domingo, não houve retorno.

 

O crime

O procurador foi atingido por disparos de arma de fogo, na manhã do dia 16, ao descer do carro, quando chegava em casa com as duas filhas, no Centro da cidade. Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu a caminho do hospital.

O homem que fez os disparos fugiu por duas quadras a pé e em seguida entrou em um carro, conforme testemunhas contaram à Polícia Militar (PM).

No dia seguinte ao crime, os policiais encontraram o veículo usado pelos criminosos às margens do Rio Iguaçu, entre Chopinzinho e Porto Barreiro.

A proprietária, apontaram os investigadores, registrou um boletim de ocorrência em Laranjeiras do Sul informando que o automóvel havia sido roubado. A queixa foi feita, no entanto, depois do assassinato, conforme levantou a Polícia Civil.

No dia 18, com o auxílio de imagens de câmeras de segurança, a Polícia Civil identificou e conseguiu prender dois suspeitos. O delegado, Alexander Meurer, contou que os assassinos contratados receberiam R$ 6,5 mil pelo serviço. Deste total, R$ 2,5 mil foram pagos antecipadamente.


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