12/03/2015 às 17h21min - Atualizada em 12/03/2015 às 17h21min

Sorocaba registra o 1º caso de febre chikungunya da história

cruzeirodosul

Sorocaba teve registrado o primeiro caso de febre chikungunya da história. Trata-se de um paciente morador do Vitória Régia que foi contaminado durante uma viagem ao município de Riachão do Jacuípe, no Estado da Bahia. Para evitar que a doença se espalhe pela cidade, a Vigilância em Saúde já realizou o bloqueio, com retirada de criadouros e nebulização, em área próxima à moradia do doente. Outros três pacientes que apresentaram sintomas tiveram a febre descartada por exames laboratoriais e um aguarda resultado de sorologia. Nenhum deles tem ligação de parentesco ou vizinhança com o sorocabano contaminado.

Segundo Daniela Valentim, diretora da Vigilância em Saúde, o paciente com chikungunya já não está mais na fase de transmissão da doença, porém ainda apresenta os sintomas que, nesta patologia, costumam durar por mais tempo. "Eles são parecidos com os da dengue, começando com febre e dores pelo corpo. Porém, após alguns dias há o aparecimento de dores articulares intensas com inflamação e edema", disse Daniela. A preocupação das equipes de Saúde com a introdução da febre chikungunya na cidade se dá porque o transmissor da doença também é o Aedes aegypti, o mosquito da dengue. 

A febre chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus. Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde, no ano passado foram registrados 1.364 casos da doença no Brasil, sendo 125 confirmados por critério laboratorial e 1.239 por critério clínico-epidemiológico. Do total, 71 casos eram importados, ou seja, de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa. Os outros 1.293 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Destes casos, chamados de autóctones, 531 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 563 em Feira de Santana (BA), 196 em Riachão do Jacuípe (BA), um em Matozinhos (MG), um em Pedro Leopoldo (MG) e um em Campo Grande (MS). (Regina Helena Santos)


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