29/12/2014 às 13h25min - Atualizada em 29/12/2014 às 13h25min

COMBUSTÍVEL: Quem vende mais barato em Cornélio Procópio?

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A Coordenadoria Municipal do PROCON de Cornélio Procópio concluiu semana passada os levantamentos das documentações apresentadas por doze postos de combustíveis da cidade notificados pelo órgão no mês de novembro, como forma de justificar a necessidade do reajuste aplicado no preço praticado ao consumidor final nos produtos, gasolina comum, diesel e etanol hidratado. O estudo foi encomendado pelo prefeito Fred Alves depois da repercussão da noticia de que, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), Cornélio Procópio teria, naquele período, a gasolina mais cara do Paraná, com valor médio de R$ 3,15 o litro do combustível, contra a média nacional de R$ 2,55. 

“Assim que tomou conhecimento de que os preços praticados em nossa cidade estavam entre os mais caros do país, ele determinou que fizéssemos uma fiscalização nos postos para buscar uma justificativa entre os revendedores para tal procedimento”, informou o coordenador do Procon, Edenilson Maria de Souza. Assim, após 30 dias de pesquisas, o órgão recolheu dados e planilhas (quadros abaixo) em que compara as variações nos preços na cidade. A divulgação desses resultados, esclarece o coordenador, é apenas para consulta popular com o objetivo de trazer ao consumidor uma consciência de consumo e demonstrar o lucro médio de cada posto em cada litro vendido.

Ainda, segundo o Procon, os valores podem sofrer alguma alteração por terem sido coletados em datas diferentes. Nos preços de custos dos combustíveis foram computados os menores valores do período dos 3 meses antecedentes  à coleta. Os levantamentos também mostraram que, de acordo com o IBGE, Cornélio Procópio possui atualmente uma frota de 29,644 veículos. Sendo assim, em uma situação hipotética, se todos os veículos enchessem o tanque uma vez por mês com gasolina e ou diesel, consumiríamos aproximadamente 1.400.000 litros, o que geraria um lucro aproximado de R$ 700 mil. Ainda de acordo com Souza, o trabalho do Procon fica restrito apenas ao levantamento, já que não tem o poder de investigar e autuar um possível cartel que, segundo ele, fica a cargo do Ministério Público e do CADE.


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