28/08/2014 às 13h51min - Atualizada em 28/08/2014 às 13h51min

Em Ibiporã PM, ONG e órgãos da Prefeitura constatam maus tratos contra cães

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A Polícia Militar de Ibiporã, a ONG Carlos Galera, representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e agentes da Vigilância Sanitária estiveram em uma chácara, localizada no Recanto Tibagi, na manhã desta quinta-feira (28), onde havia a denúncia de que cães estavam vivendo em condições precárias.

No local foi constatado que cerca de 20 cachorros ficavam em uma casa improvisada como abrigo. No local foram encontrados potes com ração, porém, a comida estava relativamente em pouca quantidade. A mesma constatação foi feita com a água disponibilizada aos animais.

A maioria com raça definida, os cães aparentemente não possuíam lesões físicas, porém, estavam em locais com muitas fezes e urinas. Na chácara também foram encontradas gaiolas provavelmente utilizadas para confinar os animais. Alguns deles estavam presos em cercados com o espaço bastante reduzido.

Em entrevista, a representante do Projeto Pare, do Instituto Carlos Galera, Maria Galera comentou que os fatos devem ser apurados e que deve ser levantado a finalidade do criadouro de cães. “Se a pessoa tem esses cachorros simplesmente para cuidar, então ela tem que se atentar porque eles estão confinados e com muita sujeira, agora se aqui for um criadouro então estão cometendo um crime”, comentou.

Segundo o diretor de Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Diógenes Magri, no caso do espaço ser utilizado para a reprodução de cães, então o local deveria ser regularizado. “Se houver a atividade de reprodução de animais para venda, então o local está irregular. A pessoa deve fazer várias adequações, porque da forma que está é inconcebível. E da mesma forma se aqui for um local para cuidar de animais, então a maneira utilizada para o tratamento não está adequada”, declarou.

A propriedade rural onde os fatos foram constatados é a mesma onde no dia 03 de abril de 2013 foi encontrado o corpo da advogada londrinense Elaine de Paula Menezes, que estava no interior de um poço. Focos de mosquito da dengue também foram encontrados em duas piscinas abandonadas.

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