24/07/2014 às 10h56min - Atualizada em 24/07/2014 às 10h56min

Promotor quer tirar jumentos da rua e incluir no cardápio de escolas no RN

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Uma proposta deu o que falar em Brasília. Um promotor do Rio Grande do Norte quer acabar com o excesso de jumentos abandonados pelas ruas. Ele quer fazer isso incluindo a carne do animal no cardápio de escolas e de presídios.

A polêmica envolve questões culturais, hábitos. Deputados estão sendo procurados por ambientalistas que querem proteger os animais e por fazendeiros que defendem o consumo.

O que fazer com tanto jumento? Não carregam mais cargas, foram abandonados e transitam inclusive pelas estradas do Rio Grande do Norte. O promotor Sérgio Brito quer que sejam abatidos para virar comida para a população

“A pessoa na hora que experimenta a carne, logo vê que a carne é saborosa, que é uma carne palatável, que serve sim para o consumo”, afirmou Sérgio Brito, promotor de Justiça/RN.

Ele serviu a autoridades dois almoços com carne de jumento. Ambientalistas reagiram. Na terça, a polêmica chegou a Brasília.

A Ordem dos Advogados do Brasil é contra o jumento virar refeição. Alega que é uma afronta à cultura nordestina.

“Somos um povo criado justamente ao lado do jumento, ele é um animal doméstico, assim como o gato e o cachorro. Então não e fácil para nós nordestinos hoje saber que na sua panela está sendo cozido um quilo de carne de jumento”, destacou Vânia Diógenes, da OAB-RN.

As polícias Rodoviária e Estadual têm capturado jumentos nas estradas para evitar acidentes. Uma associação no município de Apodi tem acolhido os animais. Mas está com dificuldade de manter a criação. Adotá-los, ninguém quer.

Hoje, o abate de jumentos não é ilegal, desde que seja feito em frigoríficos que tenha serviço de inspeção federal. Segundo a Frente Parlamentar em Defesa dos Animais são apenas três no país, nenhum no Rio Grande do Norte.

Na Câmara está em discussão um projeto que prevê a proibição do abate de cavalos, mulas e jumentos, em qualquer lugar do Brasil.

“A gente tem que criar políticas públicas. O problema de população é um problema no Rio Grande do Norte, então vamos remanejar, vamos fazer a castração e vamos aplicar. E outra coisa: você pode levar a espécie a extinção dessa forma, então você tem que tomar cuidado com essas práticas que estão sendo feitas”, ressaltou o deputado do PSD-SP Ricardo Izar, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais.

Os secretários de Agricultura e da Saúde do Rio Grande do Norte disseram que são contra a proposta.


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