22/05/2014 às 09h04min - Atualizada em 22/05/2014 às 09h04min

Fome catastrófica ameaça milhares no Sudão do Sul, diz Oxfam

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Uma fome catastrófica ameaça milhares de pessoas no Sudão do Sul, país afundado em uma guerra civil há cinco meses, advertiu nesta quinta-feira a organização não governamental Oxfam Internacional, que luta contra a fome e a pobreza.

"Agimos rapidamente ou milhares de pessoas" vão sofrer, advertiu Mark Goldring, diretor-geral da Oxfam, em um comunicado.

"Um trabalho titânico nos espera. Fazer chegar uma ajuda maciça à população no pior momento do ano, quando as chuvas dificultam o acesso a muitas regiões e transformam as estradas em rios de lama", acrescentou Goldring.

É necessário um "aumento maciço e rápido da ajuda para impedir que a fome alcance níveis catastróficos", insistiu o diretor da Oxfam.

No dia 9 de maio, o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e seu ex-vice-presidente Riek Machar, que lidera uma rebelião armada desde dezembro, assinaram em Adis Abeba um acordo que prevê o fim dos combates. No entanto, a trégua durou apenas um dia.

O mesmo havia ocorrido com o cessar-fogo assinado no dia 23 de janeiro.

A guerra civil na nação mais jovem do mundo, que se tornou independente em 2011, já provocou a morte de dezenas de milhares de pessoas e mais de 1,2 milhão de deslocados internos.

Os civis são as principais vítimas do conflito entre Kiir e Machar, líderes respectivamente das etnias dinka e nuer, as principais do país.

A ONU indicou nos últimos dias que existiam "muitos sinais precursores de um genocídio" no Sudão do Sul.

"Se o conflito prosseguir, antes do fim do ano metade dos 12 milhões de sul-sudaneses se converterão em deslocados, refugiados no exterior, sofrerão fome ou morrerão", advertiu na segunda-feira passada a ONU, que estimou que o Sudão do Sul precisa de uma ajuda de 1,27 bilhão de dólares para impedir uma trágica fome.


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