27/11/2013 às 15h45min - Atualizada em 27/11/2013 às 15h45min

Justiça decreta prisão preventiva de mãe de criança desaparecida

Justiça acatou o pedido de prisão preventiva solicitado pelo delegado Tristão Borborema de Carvalho, e Graciele Marcolino foi recolhida à carceragem local depois de entrar em contradições nos depoimentos prestados à polícia

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O desaparecimento de uma criança de dois anos e dez meses em uma propriedade rural à margem da PR-092 em Santo Antônio da Platina, está sendo investigado pela Polícia Civil. O sumiço foi percebido por volta das 11 horas da manhã de segunda-feira, 25, quando o pai da criança, o caseiro Amarildo Soares, 34, chegou para almoçar e não encontrou o filho na casa da família. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil iniciaram as buscas pouco depois do registro do desaparecimento, mas a criança não foi encontrada.

Na manhã desta terça-feira, 26, o delegado Tristão Borborema de Carvalho ouviu os pais do garoto Cristiano Soares na 38ª Delegacia Regional de Polícia, e em seguida foi até a casa da família, em um sítio no quilômetro 332 da PR-092, entre Santo Antônio da Platina e Joaquim Távora, onde a criança estava quando desapareceu. Um cão farejador do 5º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Londrina foi usado nos trabalhos da polícia no segundo dia de buscas, mas sem sucesso.

A mãe do garoto, Graciele Marcolino, 19, estava deitada no sofá da sala, conforme o marido, e não teria percebido o desaparecimento do filho. Confusa durante os trabalhos de buscas, ela apresentava comportamento alterado, com momentos de preocupação com a integridade do filho e de insegurança quanto ao depoimento prestado à polícia. Em determinado momento, Graciele chegou a mencionar sobre a existência de uma mulher que teria pedido a criança a ela, mas caiu em contradição ao relembrar sobre a última vez que teria visto a suspeita. Em depoimento na DP Graciele contou que o último contato com a mulher ocorreu há mais de um ano. Entretanto, enquanto acompanhava as equipes nas buscas durante a manhã desta terça-feira ela revelou ter encontrado a mulher dentro de um ônibus na rodoviária de Santo Antônio da Platina, há cerca de um mês.

Desesperado, o pai da criança disse desconhecer a mulher mencionada pela esposa. O caseiro chegou a pedir a ela que falasse a verdade para a polícia, dizendo que a perdoaria caso tivesse feito algo errado.

Bastante emocionado com o sumiço do filho, Soares, que tem outras duas filhas de um primeiro relacionamento, contou estar sem dormir desde o desaparecimento do garoto. “Cheguei a deitar um pouco por volta da meia noite, mas levantei rapidamente achando que ele estava atrás da casa me chamando, mas foi só imaginação”, revelou o pai muito abatido.

Uma equipe do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas da Polícia Civil do Estado do Paraná (Sicride), que está na região investigando uma denúncia, foi comunicada e também já está no caso.

Cartazes com a foto da criança serão espalhados a partir desta quarta-feira em Santo Antônio da Platina e na região para auxiliar os trabalhos da polícia.

O delegado Tristão de Carvalho não deu detalhes da investigação para não atrapalhar os trabalhos da polícia, que trabalha com a hipótese de desaparecimento – levando-se em conta a grande área de mata e represas existentes no local – sequestro, doação ou até mesmo a venda da criança.

No final da tarde desta terça-feira a Justiça decretou o pedido de prisão preventiva da mãe do garoto desaparecido e ela foi recolhida à ala feminina da carceragem da 38ª Delegacia Regional de Polícia. Graciele permanecerá presa por cinco dias, mas poderá ter a prisão preventiva prorrogada, se necessário.

As contradições nos depoimentos prestados pela mãe da criança e o comportamento dela estariam atrapalhando as investigações.

Cristiano Soares desapareceu há dois dias da casa onde vive em uma propriedade rural em Santo Antônio da Platina
 

 


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