25/11/2013 às 09h29min - Atualizada em 25/11/2013 às 09h29min

Sem fornecedores, Polícia Militar do Paraná entra em colapso

O governo do Estado não paga vários fornecedores há alguns meses, e quem paga seus impostos em dia corre o risco de ficar com menos segurança. Viaturas e ambulâncias começaram a parar por falta de combustível, justamente nesta época em que mais pessoas vão às compras por causa do Natal e precisam de mais policiamento nas ruas.

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Em entrevista à Tribuna, quando assumiu o cargo, o comandante da Polícia Milita, coronel Cesar Vinicius Kogut, disse que já havia sido resolvido o problema de falta de combustível. Porém, o problema ainda existe e se agrava a cada dia. Os únicos estoques da PM e do Corpo de Bombeiros estão acabando. O governo ainda deve R$ 10 milhões para oficinas mecânicas credenciadas. Os estabelecimentos se negam a atender enquanto o montante não for pago. 

No Siate, o problema é o diesel com menos enxofre que abastece as novas viaturas. Em alguns quartéis, as novas ambulâncias foram guardadas e as velhas voltaram a ser usadas, já que ainda têm diesel comum, mais poluente. Os bombeiros relatam que não podem usar o mesmo combustível nos veículos novos, sob risco de perder a garantia. Das duas ambulâncias do Bairro Novo, uma está encostada. 

Gasolina 

Para a Polícia Militar, o que falta é a gasolina. Os estoques do 22.º Batalhão (em Colombo) e do Batalhão de Polícia Ambiental (em São José dos Pinhais) estão atendendo quase todos os batalhões de Curitiba e algumas cidades da região metropolitana. As viaturas precisam se deslocar mais para abastecer, gerando gasto desnecessário e permanecendo menos tempo em atendimento. 

De acordo com André Gutierrez, presidente do Sindicato das Classes de Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), repasses deixaram de ser feitos também para delegacias e investigadores. O fundo fixo, verba para gastos administrativos das unidades, e as diárias dos policiais que viajam não estão sendo pagas. Cada delegacia está remanejando as atividades como pode. Policiais, que preferem não se identificar, dizem que precisam “mendigar” até produtos básicos, como papel higiênico e comida, junto a comerciantes do bairro, para se manterem na delegacia. Combustível, por enquanto, não falta para a Polícia Civil. 

Solução 

A Secretaria da Fazenda, responsável pelos pagamentos, emitiu nota, quarta-feira, explicando que reavalia os gastos à troca de comando da secretaria. “Em função disso, e também das dificuldades de fluxo de caixa (principalmente pela redução de repasses federais, com perdas que somam R$ 1,5 bilhão/ano, e o bloqueio dos pedidos de financiamento feitos pelo Paraná), alguns fornecedores deixaram de receber pagamentos do Estado”, detalha a nota. 

Ontem, o governo do Estado emitiu outra nota afirmando que foi restabelecida a telefonia da PM e Secretaria da Segurança, que na quarta não fazia ligação, depois de “gestões com fornecedores”. O mesmo trabalho foi feito no caso dos combustíveis e o fornecimento, conforme o comunicado, voltou ao normal. “A Secretaria da Administração e da Previdência iniciou a convocação de fornecedores de outros serviços, com os quais o Governo está em débito, para estabelecer um cronograma de pagamento.”, termina a nota.


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