17/10/2013 às 17h32min - Atualizada em 17/10/2013 às 17h32min

Investigadores de Assis Chateaubriand cumprirão apenas atribuições da função

DP Jornalismo Milenium FM

Os investigadores lotados na delegacia de Policia Civil de Assis Chateaubriand aderiram ao movimento iniciado na capital e não estão desempenhando as  atividades que não fazem parte da função atribuída. O mesmo deve ocorrer em outras localidades do estado.

Em comunicado encaminhado ao presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Mauro Moraes, os investigadores alegam que, em decorrência da caótica situação em que se encontram, cumprirão somente o que é atribuição de Polícia Judiciária. “A mobilização é pelo fim do desvio de função. Muitos investigadores exercem a mesma atividade que compete a um carcereiro, cuidar dos presos no  seu dia a dia, repassar alimentação, repassar remédios, bem como o encaminhamento de presos a médico e dentista. Também fazem a escolta para audiências”, e ainda em certas cidades as funções a eles designados como a de investigação sempre fica em segundo plano e em outras ocasiões nem existe. 

O Presidente da Comissão de Segurança Pública Dep. Mauro Moraes, destacou, em pronunciamento na Tribuna da Casa, nesta segunda-feira, o descumprimento de um decreto assinado pelo governo do Estado pela retirada de presos que estão em delegacias. “O decreto prevê a transferência de todos os presos para as penitenciárias estaduais até o final de 2013. Infelizmente, o estado está muito longe de cumprir esta meta”, lamentou. 
Em decorrência da superlotação de celas em delegacias, alguns distritos policiais não estão mais aceitando presos. Isso já ocorre no 12º DP da Capital e na Delegacia de Vigilância e Captura, também em Curitiba. 
O 12º DP possui 30 vagas, mas atualmente comporta 156 detentos. “O cronograma previsto no decreto precisa ser cumprido pela Secretaria de Justiça e Cidadania. Temos presos em excessos nas delegacias e muito espaço livre nos presídios estaduais. É uma incoerência”, diz Moraes. 
Em Londrina, por exemplo, a SEJU conta com 1400 vagas livres em penitenciária. “As vagas existem, mas as transferências não são feitas. Precisamos de uma resposta coerente para explicar a lentidão com que este processo de retirada vem sendo feito”, cobra o deputado.


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