23/08/2013 às 09h36min - Atualizada em 23/08/2013 às 09h36min

Terapeuta cria método de emagrecimento baseado nas emoções, se usa como cobaia e perde 28 quilos

Técnica está disponível em workshops mensais em São Paulo e online em um blog

http://entretenimento.r7.com/

O terapeuta comportamental Oliver Callegari levou um susto quando se viu com 153 quilos. Ele não tinha engordado de uma hora para outra, obviamente, mas levou um bom tempo até se dar conta de que, como ele define, tinha “passado dos limites”.
Ao criar uma nova rotina para perder os quilos extras que havia ganhado, ele acabou desenvolvendo um método diferente dos outros disponíveis no mercado, e que se aplicaria não só a ele, mas sim a qualquer pessoa que desejasse perder peso.
Nascia ali o Emagrecimento Emocional. E, com sua nova técnica, Callegari já perdeu 28 quilos em apenas quatro meses.
Em resumo, o método se propõe a criar antídotos para todas as desculpas mais usadas na hora de emagrecer. 
“A grande maioria das pessoas que estão acima do peso diz que não sabe por que come demais. Fora isso, as justificativas mais frequentes são tristeza, raiva e ansiedade”, enumera o terapeuta.

Através de notas diárias, o Emagrecimento Emocional propõe um processo de auto-conhecimento. Por exemplo: cada vez que comer alguma coisa, a pessoa deve anotar a razão para estar fazendo aquilo, se é fome, se é ansiedade, se é vontade etc.

— Com isso, percebemos se estamos comendo para nutrir o corpo ou confortar uma emoção. E, ao escrevermos, fazemos nosso inconsciente trabalhar. Com o tempo, a comida virou minha parceira, e não minha inimiga, e percebi que eu estava gordo por também hábito. 
Apenas com as anotações, Callegari perdeu 10 quilos nas primeiras cinco semanas.
Agora, o método está disponível em workshops que o terapeuta dá uma vez por mês em São Paulo, e também de graça na internet, no blog 
http://olivercallegari.blogspot.com.br/
— Jogamos a pessoa na frente do espelho, e fazemos com que ela não consiga fugir dela mesma. O mais importante é que, durante o processo, ela elimina o sentimento de culpa, que é algo que só piora a situação de quem está acima do peso. Por exemplo, se ela come um chocolate, logo se sente uma fracassada. 
Callegari conta que, a partir da sexta semana de emagrecimento, começou também a praticar atividade física, e com isso perdeu mais 18 quilos. Ainda assim, segundo o terapeuta os exercícios são praticados “sem neuroses”.

Materia

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Oliver desenvolveu método simples e fácil de fazer: não precisa de exercícios e nem de cardápios! (Foto: Arquivo Pessoal)

— Se eu precisar faltar à academia, eu falto sem sofrer. O obeso tem que entender que não é um criminoso por às vezes não fazer o que se propôs, e saber continuar no processo dali para frente, sem problemas. Se for comer algo calórico, que consiga aproveitar o momento e não se culpe. Se ele conseguir isso, vai engordar menos do que engordaria se comesse sofrendo.
Ele conta que vai a rodízios de pizza normalmente quando tem vontade, por exemplo, e garante que ainda assim consegue manter o processo de emagrecimento.
— Quando eu estava gordo, o que mais me abalava era não poder mais me vestir com o que gostava, e também deixar de fazer passeios com meus amigos. Eu também evitava ter que pegar avião, porque é uma situação desconfortável para quem é gordinho. A gente sempre pensa que está incomodando o outro.
O blog do Emagrecimento Emocional agora estreia também duas sessões, uma com chefs de cozinha que falarão sobre alimentação, e outra com uma consultora de moda, que falará sobre a transição corporal e a adequação do guarda-roupa.
— A ideia é que as pessoas aprendam a ser mais fortes que suas maiores desculpas. E que, como eu, consigam encontrar o equilíbrio.


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