04/05/2016 às 10h19min - Atualizada em 04/05/2016 às 10h20min

História de Uraí e suas belezas, que completa 80 anos no dia 05 de maio

Biblioteca IBGE / http://confins.revues.org/

As terras onde hoje se localiza o Município de Uraí, pertenciam à Companhia Nambei Tochi Kabushiri Kaisha, e faziam parte do território do Município de Assaí.
Em maio de 1936, um grupo de colonos japonesas liderados por Manjiro Watanabe, então gerente da referida Companhia, chegou à região e deu início, ali, à formação de um povoado que recebeu a denominação de Colônia Pirianito e que, graças à fertilidade de suas terras e ao trabalho dinâmico de seus colonizadores, teve rápido desenvolvimento.
Em 1943, a Colônia Pirianito, foi elevada à categoria de Distrito Administrativo do Município de Assaí, com a denominação de Uraí, e, em, 1947, passou à condição de Município autônomo.
Os primeiros moradores de Uraí, em sua maioria japonesa, querendo dar à Colônia uma denominação genuinamente brasileira, chegaram à conclusão de que um dos nomes mais ligados aos primitivos habitantes da região - os guaranis - era "uraí", planta da qual os aborÍgenas extraíam o "curare", veneno com que untavam suas flechas e lanças, para se defenderem dos inimigos.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Uraí, pelo decreto-lei estadual n.º 199, de 30-12-1943, subordinado ao município de Assaí.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito permanece no município de Assaí.
Elevado à categoria de município com a denominação de Uraí, pela lei estadual n.º 2, de 10-10-1947, desmembrado de Assaí. Sede na localidade de Uraí atual distrito.
Constituído do distrito sede. Instalado em 04-11-1947.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído do distrito sede.
Pela lei estadual n.º 790, de 14-11-1951, é criado o distrito de Rancho Alegre e Serra Morena.
Pela resolução n.º 06, de 20-05-1954, o distrito de Serra Morena passou a denominar-se Cruzeiro do Norte.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Uraí, Rancho Alegre e Cruzeiro do Norte.
Pela lei estadual n.º 4245, de 25-07-1960, desmembra do município de Uraí e Jataizinho o distrito de Rancho Alegre.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Uraí e Cruzeiro do Norte.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.

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População estimada 2015 (1) 11.695
População 2010 11.472
Área da unidade territorial (km²) 237,810
Densidade demográfica (hab/km²) 48,24
Código do Município 4128401
Gentílico uraiense
 
Uraí completa 80 anos neste dia 05/05/2016
 
 
 
As fotografias aqui reproduzidas pertencem ao acervo fotográfico de Jorge Takeo Takano que registra a história de Uraí desde as suas origens. Esse acervo guarda o produto de uma vida inteira de trabalho como fotógrafo - são 66 anos de atividades em que registrou em aproximadamente 10 mil fotos, as origens da cidade. Mas também a herança de seu pai, Kiyoshi Takano e do seu irmão mais velho, Toshiro Takano, que testemunharam o crescimento de Uraí e Assai, cidades do norte do Paraná, através das lentes de câmeras fotográficas. Essas imagens constam do livro "O acervo fotográfico de Jorge Takeo Takano: ator e testemunha da História de Uraí", organizado por Cleuza Batista de Oliveira; Alessandra Babler Gusmão e Regina Célia Alegro (no prelo).

Rami, início do crescimento

 

Rami, início do crescimento

Rami, início do crescimento

 

Os pés de rami começando seu desenvolvimento

 

Rami em crescimento

 

Rami em crescimento

Rami em crescimento

 
O Senhor Takahashi, orgulhoso com o ramizal da sua fazenda

 

O Senhor Takahashi, orgulhoso com o ramizal da sua fazenda

O Senhor Takahashi, orgulhoso com o ramizal da sua fazenda

 

Os pés de rami chegavam a alcançar até 3,5 mt de altura, o solo de Uraí foi muito favorável para o cultivo do rami, a produção era recorde, a cidade vivia cheia de caminhões que transportava o rami

Foto: Jorge Takano,1952.

 

Rami na época da florada

 

Rami na época da florada

Rami na época da florada

 

Foto: Jorge Takano, 1956

Rami em seu último estágio de crescimento

 

Rami em seu último estágio de crescimento

Rami em seu último estágio de crescimento

 

Devido à fertilidade do solo alguns chegaram a atingir 3,5 m, pessoas de outros lugares às vezes vinham para Uraí só para ver plantação de rami. A média mundial é de dois metros.

Foto: Jorge Takano, 1964

 

Rami na época da colheita

 

Rami na época da colheita

Rami na época da colheita

 

Período de ouro do rami, de grande desenvolvimento no município (chegou a ter 30 mil habitantes) o comércio era bastante desenvolvido, tinha muitas lojas, bancos, cinema, muita gente

Foto: Jorge Takano, 1961.

 

Rami no ponto da colheita

 

Rami no ponto da colheita

Rami no ponto da colheita

 

Nessa época começava o movimento maior tinha gente de todo lado para trabalhar, a cidade vivia cheia de gente, nos finais de semana parecia uma festa, gente por todo lado, as pessoas tinham dinheiro, vinham gastar na cidade.

Foto: Jorge Takano, 1961

 

Rami secando

 

Rami secando

Rami secando

 

Primeira colheita de rami na chácara pirianito, da TOKIO ASSAITO BOSSEKI KK, fruto do campo experimental, plantado em outubro de 1939. Após início da 2ª guerra mundial foi interrompida a produção de rami.

Foto de Kiyoshi Takano, 1940

 

Rami na época da colheita

 

Rami na época da colheita

Rami na época da colheita

 

Foto de Jorge Takano, 1976

Rami na época da colheita

 

Rami na época da colheita

Rami na época da colheita

 

A colheita empregava muita gente, vinham de longe para trabalhar no rami, tinha trabalho para todo mundo.

Foto de Jorge Takano, 1976

 

Rami na época da colheita

 

Rami na época da colheita

Rami na época da colheita

 

Trabalhador cortando o rami com foice, depois era carregado para o desfibramento, os trabalhadores trabalhavam  (recebiam) por produção.

Foto de Jorge Takano, 1976

 

 

 

Uns cortavam, outros carregavam e tinham os que só trabalhavam na máquina. Tinha que saber trabalhar com essa máquina, era muito perigoso.

Foto de Jorge Takano, 1976

 

 

 

Eram retiradas as folhas do rami só ficavam as fibras, era nesse momento que os acidentes aconteciam, para aumentar a produção muitos aumentavam a boca da máquina e o acidente acontecia, ficavam sem mão, sem braço, mutilados, muita tristeza. Na foto desfibrador “periquito” e motor Tobata.

Foto de Jorge Takano, 1976

 

 

 

Foto de Jorge Takano, 1976

 

Rami secando

 

Rami secando

Rami secando

 

Foto de Jorge Takano, 1976

 

Após o desfibramento, as fibras iam para a secagem.

 

Após o desfibramento, as fibras iam para a secagem.

Após o desfibramento, as fibras iam para a secagem.

 

As fibras eram estendidas em estaleiros feitos com bambu

Foto de Jorge Takano, 1975

 

 

 

Eleito em 15 de março de 1971, com apenas sete meses de governo teve a oportunidade de visitar nossa cidade. A máquina era muito rápida, os acidentes aconteciam por isso, tinha que ter muita atenção para trabalhar na máquina. Uraí era uma cidade famosa, ficou conhecida por “Capital Mundial do Rami”, pois o rami produzido aqui era de boa qualidade, (acho que uma das melhores qualidades que existiu).

Foto de Jorge Takano, 1975

 

Máquina para desfibramento do rami

 

Máquina para desfibramento do rami

Máquina para desfibramento do rami

 

Pensando nos acidentes de trabalho (mutilações), o Srº Kiyoshi Mori e uma indústria de Bandeirantes fabricaram uma desfibradora que dava maior segurança aos trabalhadores do rami. Essa máquina foi pouco utilizada, pois a cultura do rami já estava em decadência e a máquina também tinha um preço muito elevado o que dificultava a compra.

Foto de Jorge Takano, aproximadamente 1975.sNova máquina para desfibramento do rami

 
 

 


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