30/11/2012 às 11h26min - Atualizada em 30/11/2012 às 11h26min

Sexo na escola: polícia recebe carta anônima e investiga novas denúncias

Adolescente teria sido forçada a praticar sexo oral em quatro rapazes em sala de aula

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O inspetor Eduardo Nogueira, da Dcav (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima), que trabalha no caso da adolescente que teria sido forçada a praticar sexo oral nos colegas dentro da sala de aula de uma escola municipal, na Tijuca, zona norte do Rio, informou nesta quinta-feira (29) que a delegacia investiga o conteúdo de uma carta anônima que a delegacia recebeu.

Segundo o inspetor, outras pessoas foram chamadas para depor, já que alguns fatos relatados na carta anônima podem ser verdade.

— Recebemos essa carta informando fatos do ocorrido. Estamos checando a verdade disto.

Nogueira disse ainda que não há previsão para o inquérito ser concluído.

— Não há previsão para concluir o inquérito. Temos que tomar muito cuidado com isso porque são muitas informações diferentes. Vamos analisar com calma para preparar o relatório final de acordo com a verdade.

No último dia 22, a mãe da vítima disse que irá processar a professora e a direção do colégio. De acordo com ela, toda a direção estava na escola no momento do abuso e ninguém tomou providência.

— Estavam todos no colégio e ninguém fez nada. Falaram para a minha filha não falar nada sobre o que aconteceu pra ninguém. Inclusive, a professora chamou minha filha e disse que ela passaria de ano direto. Vou processar os professores, o colégio, quem for preciso.

A Secretaria Municipal de Educação informou que a 2ª CRE (Coordenadoria Regional de Educação) abriu sindicância administrativa para apurar o caso. Segundo a secretaria, a diretora da unidade escolar procurou a 2ª CRE tão logo soube do ocorrido.

O caso aconteceu em 16 de outubro, mas só foi registrado na Dcav no dia 31. Segundo o depoimento da estudante, de 13 anos, ela estava sentada em uma cadeira no fundo da sala em um intervalo entre aulas, quando uma menina e quatro meninos, com idades entre 13 e 15 anos, a obrigaram a fazer sexo oral nos rapazes.

Medidas socioeducativas

O inspetor Nogueira afirmou que, se for comprovado que os estudantes forçaram a adolescente a praticar sexo oral, os menores poderão cumprir medidas socioeducativas ou até serem expulsos do colégio.

Segundo Nogueira, além da vítima, já foram ouvidos o inspetor de alunos, um professor e outros dois funcionários do colégio, além dos estudantes envolvidos e a mãe da vítima. A Dcav ainda pretende ouvir outros alunos que podem ter presenciado o ato.

— A maioria dos jovens é maior de 14 anos e, de acordo com a lei, medidas cautelares podem ser aplicadas a partir dos 12 anos de idade. Somente o juiz poderá determinar qual medida cautelar será aplicada aos envolvidos, caso seja concluída a culpa deles.

No último dia 14, o delegado Marcelo Maia informou que, de acordo com o depoimento dos menores, ossuspeitos admitiram o ato, mas disseram que tudo aconteceu com o consentimento da garota.

Maia informou que os cinco suspeitos disseram, durante depoimento, que a menina teria consentido praticar o ato nos adolescentes, mas depois de fazer sexo oral no primeiro estudante, ela teria desistido e sido forçada por uma aluna.

— Há uma contradição entre eles. Um fala que a menina forçou a vítima depois de praticar o ato no segundo garoto. Outro diz que foi no terceiro. Então vamos ter que ouvir outras pessoas para tirar as controvérsias.

Assista ao vídeo:

 

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