12/11/2012 às 14h34min - Atualizada em 12/11/2012 às 14h34min

Rapazes são espancados por populares por tentar agredir policial militar de folga no centro da cidade

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Por volta das 23h de domingo (10), policiais militares do Batalhão de Trânsito de Cornélio Procópio foram acionados para verificarem a uma ocorrência de direção perigosa e perturbação do sossego na Avenida XV de Novembro, no centro da cidade, onde segundo informações anônimas, um veículo da marca Chevrolet/Chevette estaria fazendo manobras imprudentes com som no mais alto volume e ameaçava pedestres.
Partindo para o local, rapidamente os policiais avistaram o veículo estacionado na contramão em frente ao Ginásio XV de Fevereiro (Quinzão). Os ocupantes estavam próximos ao veículo e se mostraram relutantes na abordagem. Emanando forte odor etílico, chegaram a ameaçar os PMs e seus familiares, mas pelo seu estado etílico os policiais não deram atenção às provocações.
Tentando manter uma conversa de forma educada com os indivíduos, o que não foi possível, os soldados passaram a verificar a documentação do veículo e foi constatado que este se encontrava em situação irregular.
Como automóvel foi encontrado parado e não havia alguém que comprovasse que os indivíduos faziam manobras perigosas na avenida, como também não houve reclamação formal de perturbação do sossego, os policiais trataram a situação como ocorrência normal de trânsito e o veículo foi apreendido por estar sem documentação em dia e por estar estacionado de forma irregular. O condutor e a pessoa que estava ao seu lado não quiseram acompanhar os policiais e foram logo liberados.
Ao chegarem ao Batalhão de Trânsito com o veículo apreendido, os PMs foram novamente acionados para darem apoio à outra equipe policial que verificava uma situação de briga generalizada na Avenida XV de Novembro, próximo ao Quinzão, local que eles tinham acabado de sair.
Chegando novamente nos arredores do Ginásio XV de Fevereiro, os policiais encontraram a outra equipe da PM e os dois indivíduos da ocorrência anterior. Os rapazes tinham sido espancados por populares.
De acordo o Sgt. Valdeir da PM, eles teriam tentado agredir uma policial militar que estava de folga e passeava pela avenida, culpando-a por terem o seu veículo apreendido. Algumas pessoas que passavam por ali no momento, vendo a moça encurralada partiram para cima dos dois meliantes e começaram a espancá-los.
Mesmo com a chegada das viaturas da PM, os populares não paravam de bater nos rapazes e foi preciso um policial dar um tiro para o alto, como advertência, para que o povo se afastasse e parasse de agredir os indivíduos.
O disparo foi ouvido por moradores da região que comunicaram o fato via telefone ao 18º Batalhão da Polícia Militar, pensando que havia um tiroteio na área circunvizinha ao ginásio de esportes municipal.
Os dois rapazes, sendo um de nome Raul, de aproximadamente 20 anos e seu irmão, um jovem menor de idade, ambos com passagens pela polícia foram encaminhados a 11º SDP para os devidos procedimentos legais.
Não foi possível identificar e prender nenhum dos agressores devido à confusão generalizada, conforme relatou os policias militares envolvidos na situação.


O que pode se notar é que em tempos que marginais enfrentam e matam policiais nas grandes e pequenas cidades, sem nenhum receio da justiça, como ocorreu em São Paulo, onde uma PM foi covardemente assassinada pelas costas ao chegar em casa, após um dia de trabalho, a população de Cornélio Procópio ainda mantém seus valores, apesar de extrapolarem seus sentimentos, talvez pela revolta ao se depararem com uma agente da lei desprotegida sendo intimidada por um delinquente qualquer, como foi neste caso e bravamente saem em defesa destes homens e mulheres que não medem esforços para manterem a cidade segura.


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