09/11/2012 às 09h17min - Atualizada em 09/11/2012 às 09h17min

Secretaria de Educação do Paraná vai afastar 'professora bocuda'

Vídeo na internet mostra ela falando palavrões e fazendo gestos obscenos. Imagens foram registradas por um aluno do primeiro ano do Ensino Médio.

g1.globo.com

O vídeo foi gravado em agosto de 2011, mas foi publicado na internet apenas na quarta-feira (7). As situações ocorreram no Colégio Estadual Lúcia Barros Lisboa, no qual a professora não leciona mais. Contudo, como ela continua dando aulas em outras escolas, a SEED optou afastá-la até que os fatos sejam esclarecidos.

Em um dos casos flagrados, ela faz referência a um aluno que está saindo da sala rapidamente. “Segura, segura, contrai, contrai, contrai. Vai peidar lá na casa do (...) quando eu estiver aqui, não. Vou passar Super Bonder no (...) dele”, afirma a professora, entre risadas. Ela também fala sobre um aluno que não aparece no vídeo. “E vem aqui na frente só pra mim (sic) pegar na tua bunda vez, né. Já é a terceira apalpada que eu dou”, diz.

O conteúdo do vídeo foi questionado por familiares de alunos da escola, que procuraram a diretoria. “A gente dá um desconto porque hoje é linguagem dos jovens mesmo. É palavrão, é gíria. Mas começando pelos professores? Misericórdia”, exclamou uma mãe, endossada pelo avô de um dos alunos. “Apesar de que na rua a gente vê coisa pior, mas no colégio tinha que ter um exemplo. É professora, está louco, está pesado”, reclamou João Mendonça.

Segura, segura, contrai, contrai, contrai. Vai peidar lá na casa do (...) quando eu estiver aqui, não. Vou passar Super Bonder no (...) dele"
Frase dita em sala pela professora

A divulgação das imagens também deixou surpreso o diretor da escola, Cláudio de Almeida, que afirmou não tem nenhuma ressalva anterior sobre a professora. “Nunca tive nenhuma reclamação da professora, da postura dela. Inclusive na sala dos professores era uma professora normal, como todos os professores”, contou Almeida.

Para o secretário de Educação e vice-governador do Paraná, Flávio Arns, as providências para ouvir a professora estão sendo tomadas. “Nós temos uma cultura nas nossas relações humanas e interpessoais que diz: 'Isso é correto na sala de aula, e isso não é correto’. Tudo o que nós, como sociedade, dizemos: ‘Não é correto’, não pode acontecer. A pessoa tem que arcar com as consequências daquilo que faz, daquilo que diz", afirmou Arns.

A professora não foi localizada para comentar o assunto.

 


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