08/11/2012 às 10h25min - Atualizada em 08/11/2012 às 10h25min

Enterrado corpo de policial morto em Campo Mourão

Luis Carlos de Cristo foi morto quando tentava impedir um assalto a uma financeira da cidade. Dois acusados de participar do assalto estão presos

gazetadopovo.com.br, noticias.terra.com.br


O corpo do policial militar Luis Carlos de Cristo, 43 anos, do 11 Batalhão da PM em Campo Mourão, no Centro Oeste do estado, foi enterrado na tarde desta quarta-feira (7) no cemitério da cidade com honras militares. O soldado foi morto com um tiro no peito na terça-feira (6) quando tentava impedir um assalto que estava ocorrendo em uma financeira da cidade. Luis Carlos estava de folga e havia ido ao local para pagar uma conta de energia elétrica.

Ao entrar na financeira, o policial foi reconhecido pelo assaltante. O soldado recuou e ainda sacou sua arma e disparou, enquanto era alvejado no peito. A bala atingiu o coração e provocou a morte instantânea do policial. O assalto e os disparos foram gravados por câmeras do circuito interno da empresa em vários ângulos.

Dois homens acusados de participação no assalto já estão presos. Euflávio Alves Pinto, 32 anos, o "Baiano", acusado de ser o autor do disparo que provocou a morte do soldado, e Rafael Pacheco Ferreira de Souza, 19 anos, o "Dadinho". Os dois estão detidos provisoriamente em Maringá e devem ser removidos para outro presídio do estado. A Polícia Civil fez a transferência dos acusados sob sigilo e com homens fortemente armados. Devido à comoção causada na cidade e em soldados da tropa da PM em Campo Mourão, o delegado José Aparecido Jacovós pediu a remoção imediata dos presos.

"Baiano" foi preso três horas após o crime, em Goioerê, a 70 quilômetros de Campo Mourão, quando tentava ser atendido em uma unidade de saúde. O assaltante foi ferido por dois disparos, que o acertaram de raspão, durante a troca de tiros com o policial morto. Durante a fuga, ele sequestrou o advogado Moacir Juliano Ferri, que trafegava próximo à financeira no momento do assalto. Feito réfem, Ferri foi obrigado a conduzir o veículo até Goioerê, em busca de um hospital.

Ao deixar o assaltante na unidade de saúde, o advogado ligou para polícia. O acusado foi preso quando aguardava atendimento médico. "Baiano" havia sido colocado em liberdade condicional a cinco dias, após cumprir dois anos por roubo no minipresídio de Campo Mourão. De acordo com a policía, este seria o motivo que possibilitou que ele reconhecesse o soldado, que não trajava farda.

Na manhã de quarta-feira, a Policía Civil de campo Mourão prendeu "Dadinho", também acusado de participação do assalto. A polícia investiga ainda a hipótese de participação de um terceiro homem no assalto, que estaria no interior de um veículo estacionado no pátio de um supermercado, que seria responsável pela fuga da dupla.

Homenagens

Músicos da PM e uma salva de três tiros fizeram as honras militares. O corpo do policial, que estava há 16 anos nos quadros da PM, foi conduzido até ao cemitério em cima de um caminhão do Corpo de Bombeiros. O cortejo foi seguido por viaturas de vários órgãos policiais e pela população. Cerca de 300 pessoas acompanharam o enterro. Vários policiais militares choraram durante o funeral. 


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