20/09/2012 às 09h36min - Atualizada em 20/09/2012 às 09h36min

Prefeito de Londrina, Joaquim Ribeiro, é preso em hotel de SC

Joaquim Ribeiro (sem partido) teve a prisão decretada na quarta-feira (19). Ele foi preso por volta das 9h desta quinta-feira (20), em Piçarras.

g1.globo.com

 

O prefeito de Londrina, José Joaquim Ribeiro (sem partido), foi preso por volta das 9h desta quinta-feira (20), em um hotel de Piçarras, em Santa Catarina. Segundo o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), ele será encaminhado para Itajaí.

prisão preventiva de Joaquim Ribeiro foi decretada na noite de quarta-feira (19), em Curitiba, pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). O prefeito é investigado pelo Ministério Público (MP) sobre o pagamento de propina na compra de uniformes escolares na cidade. Além dele, o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) e outras 17 pessoas são suspeitas de envolvimento na fraude.

De acordo com o desembargador José Maurício Pinto de Almeida, a manutenção de Joaquim Ribeiro no cargo pode atrapalhar as investigações de corrupção na prefeitura. Além disso, o prefeito também estaria se aproveitando da situação para influenciar testemunhas.

Após a denúncia, o MP também pediu o afastamento imediato de Ribeiro, que chegou a confirmar que recebeu R$ 150 mil de propina quando era vice, mas que repassou para Barbosa Neto. Barbosa, por sua vez, negou qualquer envolvimento.

De acordo com a assessoria de comunicação da Câmara de Londrina, o advogado de José Joaquim Ribeiro entregou nesta manhã um pedido de renúncia ao cargo. Assim, quem assume a prefeitura é o atual presidente da Casa, Gerson Araújo (PSDB).

Londrina é a quinta maior cidade do Sul do país com 506.701 habitantes, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE).

Denúncias
Segundo o MP, os agentes públicos envolvidos fraudavam as licitações com as empresas com valores altos, para que o dinheiro pudesse ser desviado para eles na sequência. Desde 2010, foram feitas três licitações para compra de uniformes, envolvendo contratos de até R$ 8 milhões. 

Foram constatados pelo menos 29 fatos criminosos, pelos quais foi pedido o afastamento de cargo e bloqueio de bens de alguns agentes. Foram detectados pelo menos sete pagamentos irregulares, envolvendo R$ 600 mil em propina. “A entrega de valores para os agentes públicos foi sempre em dinheiro, exigência dos próprios agentes públicos, para que não fossem identificados por meio de transferência bancária, ou outra, o recebimento dessa vantagem”, explicou o promotor Cláudio Esteves.


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