19/12/2011 às 07h50min - Atualizada em 19/12/2011 às 07h50min

Foi a final do Mundial mais fácil da história. 4 a 0 mostrou a distância do Barcelona do Santos. E de Neymar de Messi...

R7 - Blog do Cosme Rímoli

Yokohama...

Não houve nem lágrimas...

Foi uma lição de futebol.

Uma covardia.

O melhor time do mundo goleou o Santos.

O Barcelona foi campeão do mundo com a maior facilidade.

Mostrou o real sentido do futebol coletivo, em bloco.

Jogadores talentosos tocando a bola.

Avançando como um exército impiedoso.

Comandado por Messi.

O melhor entre os melhores,

Driblando, tocando, procurando espaço entre os apavorados jogadores de Muricy Ramalho.

Pep Guardiola tem um esquema definido desde que assumiu o time em 2008.

Inspirado em Cruyff e o Carrossel que encantou o mundo em duas Copas, a de 1974 e 1978.

Percebeu que a constante troca de posições, dois ou até três jogadores chegando ao mesmo tempo em uma bola era possível.

Encantar apenas o mundo não bastava,

Ele queria, necessitava de títulos.

E os passou a colecionar.

O de hoje foi mais um.

Quem apostou na utopia, encarou de frente a dura realidade.

Inaceitável chegar à véspera da decisão do Mundial sem time definido.

Com dúvidas que atormentavam os próprios jogadores.

Mesmo tendo tempo, o time brasileiro não treinou no Japão a maneira que foi para o jogo.

Muricy resolveu barrar Elano, que realmente estava muito mal.

Só que arrastou a decisão.

Quis fazer tanto segredo que desperdiou o pouco tempo que tinha.

Ao sacar o veterano jogador, o técnico sonhava em armar duas linhas de marcação.

Uma de quatro e outra de cinco jogadores.

Borges teria de ficar sozinho na frente.

Mesma estratégia do Al Sadd do Catar.

So que o Santos não é acostumado a marcar.

Não de uma maneira efetiva como necessitava.

E o que se viu foi um massacre.

Iniesta, Fábregas, Xavi e Thiago mostraram que não é necessário um jogador de referência, fixo na frente.

Tendo Messi como maestro, todos giravam e desesperavam a zaga santista.

Principalmente Durval.

Mesmo jogando como gosta, pelo centro da zaga, o zagueiro falhou.

E não há perdão para falhas diante do Barcelona.

Logo aos 17 minutos, Durval deixou a bola passar embaixo dos seus pés.

E ela foi parar nos de Messi.

O toque foi genial encobrindo Rafael: 1 a 0.

Todos que estavam na gelada noite de Yokoha sabiam que viriam outros gols.

Xavi marcou aos 24 minutos se aproveitando de outro erro na antecipação de Durval.

2 a 0 estava pouco.

Danilo se machucou e Muricy colocou Elano.

Bruno Rodrigo foi para o lado direito.

E o veterano meia foi mais um volante de marcação, a correr atrás da bola.

Ou seja: nada mudou.

Pelo contrário.

Os catalães faziam o que queriam, contra

A pressão continuava.

Era como um time de adultos contra juvenis.

A imagem corresponde à distância de um clube que arrecada R$ 1 bilhão por ano.

Contra quem consegue juntar R$ 150 milhões e comemora.

Tocando a bola na intermediaria santista, o Barcelona marcou seu terceiro gol.

Aos 45 minutos, Fabregas apareceu livre, solto na área.

3 a 0 já definia o campeão do mundo.

A torcida santista que se sacrificou e veio aqui para Yokohama se calava.

Estava conformada.

A diferença era muito grande.

Dois capitulos à parte foram Ganso e Neymar.

O meia conseguiu ainda se superar diante do excepcional time catalão.

As únicas pitadas de consciência do Santos vinham dos seus pés.

Já Neymar que havia prometido ousadia, alegria, bom futebol e gols foi uma decepção.

Teve uma atuação constrangedora, digna de Robinho em jogos importantes pelo Santos.

De brilhante só a sua chuteira verde limão.

Mostrou que é um menino perto de Puyol, seu ídolo no videogame.

Na primeira etapa, o Barcelona ficou com 74% de posse de bola.

No segundo tempo, o Barcelona diminuiu o ritmo.

Sabia que era campeão desde que o jogo havia começado.

Não havia interesse em desmoralizar os brasileiros.

Mesmo assim, fez de Rafael o seu grande jogador.

O goleiro fez pelo menos três grandes defesas.

O Santos não tinha pressa.

Não tinha sonhos.

Sabia que não tinha direito.

E conseguiu se segurar até os 36 minutos.

Quando Daniel Alves invadiu a área e tocou para Messi sozinho diante de Rafael.

O drible foi seco, curto.

O argentino não entrou com bola e tudo porque teve a humildade que Jorge Ben pregava...

E tocou para as redes: 4 a 0.

Por crueldade, as câmeras do estádio mostravam nos telões do estádio Neymar.

O jogador de cabeça baixa, desolado.

Envergonhado.

Ficou evidente que ele não teve personalidade para enfrentar um jogo tão importante.

A frustração da imprensa internacional com o brasileiro foi imensa.

Ficou mais do que evidente a fragilidade do Santos como um todo diante do Barcelona.

Não foi apenas a defesa, como todos esperavam.

O time naufragou de maneira constrangedora.

Foi a final de Mundial mais fácil de todos os tempos.

Infelizmente não foi o duelo entre a individualide contra o coletivo.

Foi do melhor time do mundo como uma ótima equipe da América do Sul.

Infelizmente para nós brasileiros, muito longe do verdadeiro profissionalismo do Barcelona..

A distância é a mesma de Neymar para Messi.

Ele é um garoto promissor que faz festa no Brasil.

Messi é o melhor do jogador mundo...


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