02/12/2011 às 15h25min - Atualizada em 02/12/2011 às 15h25min

POLÊMICA - Ministério da Justiça libera religiosos de revista em visita a presídios

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POLÊMICA - Ministério da Justiça libera religiosos de revista em visita a presídios

 Há algum tempo venho criticando a cotidiano religioso, judicial, político e social do país, através da minha página eletrônica pessoal e demais sites e jornais onde escrevo. Mas desta vez em minha opinião creio que muitos me darão razão.

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, publicou no Diário Oficial da União, nesta última semana, a livre entrada de padres católicos, pastores evangélicos e demais líderes espirituais, sem a necessidade de revista pessoal, algo que é obrigatório aos parentes de detentos durante as visitas.

Tal medida foi alvo de críticas por parte da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e das instituições voltadas aos trabalhadores do sistema penitenciário, como também foi destaque em vários sites e jornais. Em um país que se diz “laico” esta é uma medida no mínimo insana e demente criada nos últimos tempos pelo poder judiciário.

Vivenciamos diariamente uma avalanche de denúncias envolvendo religiosos em escândalos ligados a pedofilía, estelionato, corrupção, intolerância, desvio de verbas e até comércio ilegal de armas e isto mais me parece uma medida política para agradar “gregos e troianos”, em conseqüência da pressão dos poderosos líderes religiosos donos de vários canais de TV e rádios, com altas somas monetárias nos principais paraísos fiscais fora do país, que tem representantes no congresso nacional, que usam de influência para obter favores e privilégios, não levando em consideração a segurança nacional colocando em risco a população.

A justiça comum é mais que falha e totalmente ultrapassada, que deixa bandidos e políticos nas ruas praticando todo tipo de contravenção e condena um homem inocente a 17 anos de prisão, sem contar os menores que fazem o que querem, desde pequenos delitos até terríveis assassinados contando contar a proteção do estado.

Esta medida demonstra claramente a bagunça que esta este país sem regras se encontra, onde não há bom senso e critérios para nada, a falta de respeito é oficial, pais e professores que eram as pessoas de mais respeito hoje tem seus direitos restritos, intimidados por leis que proíbem até chamar a atenção de seus filhos e alunos.

O incrível é como a sociedade aceita tudo isto e por muito menos nosso vizinhos argentinos vão às ruas e protestam junto ao palácio do governo. Os países da África e oriente médio fartos da corrupção e ditadura imposta por governantes megalomaníacos disseram um basta e derrubaram o sistema de governo, dando início a uma democracia. Nos principais países da Europa o povo também protesta contra as atrapalhadas de seus respectivos políticos, enquanto isso no Brasil tudo segue em perfeita e pacata calma.

A covardia e alienação brasileira nem se dá conta do que ocorre nos corredores do Assembléia Nacional e nos principais palácios de governo, onde políticos agem conforme seus caprichos, não se importando com a população e o futuro do Brasil, que é visto lá foram como um dos países mais violentos do mundo, por seus altos índices de assaltos, sequestros, extermínios, violência doméstica e contra a mulher, causados pela miséria, pobreza, má distribuição de renda, sendo considerado ainda como uma nação subdesenvolvida, graças à politicagem e a corrupção promovida pelos nossos governantes.Para o Promotor de Justiça de Cornélio Procópio, o Bacharel em Direito João Eduardo em declaração registrada em entrevista ao repórter Reginaldo Tinti, a revista deveria caber a todos, independente de status social, acadêmico, profissional e ideologia religiosa, entre outros. O promotor declara ainda que não deveria haver distinção, pois funcionários de presídios, promotores, advogados e até juízes passam pelo procedimento que visa à segurança.

Na visão do promotor, a princípio não existe perigo imediato e caso supostamente algum religioso venha entrar com drogas, armas ou outros objetos na prisão, certamente ele será identificado e preso. O bom senso ainda é o melhor critério a ser aplicado, conforme relata o encarregado da acusação nos processos criminais do município.

O promotor declarou ainda sobre as falhas do sistema judicial brasileiro, que protege mais o criminoso que a vítima, através de brechas e interpretações da lei penal. Ele dúvida que esta nova lei tenha futuro, pois com certeza as instituições penitenciárias deverão contestar.

Finalizando o Promotor João Eduardo acredita que certamente as facções criminosas se aproveitarão de alguma maneira desta decisão do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e lamenta que o Ministério da Justiça tenha dado respaldo para esta medida tão contraditória.


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