01/12/2011 às 09h43min - Atualizada em 01/12/2011 às 09h47min

Pedágio já está mais caro!

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Desde a zero hora de hoje, os motoristas estão pagando mais caro para trafegar nas rodovias pedagiadas do Paraná. O reajuste médio de 4,53%, aprovado na semana passada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), entrou em vigor nos seis lotes de concessões de rodovias e 27 praças de pedágio. Os valores para veículos leves variam, agora, entre R$ 5,80 – nas praças de Arapongas e Mandaguari, atendidas pela Viapar – até R$ 13,90, na praça de São José dos Pinhais, atendida pela Ecovia. Os preços entre as praças têm uma oscilação mínima de 3,57% e máxima de 5,33%.

Com os novos valores, o motorista londrinense que precisar dirigir até Curitiba terá que desembolsar R$ 39,40 só de pedágio, R$ 1,70 a mais que no valor antigo. Se for dar uma esticadinha até o Litoral, precisará desembolsar mais R$ 13,90, somando R$ 53,30. Ida e volta, a viagem à capital terá custo total de R$ 78,80 em pedágios. Para ida e volta ao Litoral serão gastos R$ 106,60.

Se a intenção do londrinense é ir a Foz do Iguaçu para as compras de Natal, é bom fazer as contas com cuidado. Nas sete praças de pedágio entre Londrina e Foz, o motorista vai deixar R$ 55,90, R$ 2,20 a mais que os valores antigos. Ida e volta, a viagem terá um custo total de pedágio de R$ 111,80.

“Eu acho um absurdo pagar tudo isto porque a qualidade dos serviços deixa a desejar”, reclama a representante comercial Aline Teixeira, 32 anos. Por causa de sua profissão, é obrigada a pegar estrada pelo menos três vezes por semana. “Fica muito caro e não há um retorno”, afirma.

“É um roubo”, resume o desempregado Benedito Gabriel, 52 anos, residente em Arapongas. “É muito caro para quem tem que passar sempre por aqui”, reclama. Ele diz que precisa pagar pedágio pelo menos duas vezes por semana e que isto pesa no final do mês. “Agora, com este aumento, vai pesar mais ainda”, lamenta.

O agrimensor Valdelino Sena, 58 anos, de Londrina, também reclama. “Não vale tudo isto que a gente paga. É muito dinheiro para pouco serviço”, diz. Segundo ele, o pedágio é um dos custos que encarece seu trabalho. “Sou obrigado a passar por uma praça de pedágio pelo menos umas 10 vezes por mês. Somando tudo, ida e volta, fica muito caro”, aponta.

Mesmo reclamando do preço, que considera absurdo, o motorista Alexsandro Júnior, 26, diz que o serviço “pelo menos, é bom”. “As estradas estão mais seguras, o asfalto é bom e se quebrar o carro tem atendimento em qualquer lugar”, diz. Mas, para ele, poderia ser mais barato. “Eles ganham muito aqui”, afirma.

Segundo a assessoria de imprensa da Viapar, o valor autorizado pelo governo do Estado não vai representar aumento nos lucros, mas apenas uma reposição. Segundo a assessoria, o índice ficou abaixo da inflação dos últimos 12 meses, aferida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 6,66%.

A assessoria de imprensa diz que, diariamente, passam em média 60 mil veículos pelos trechos atendidos pela Viapar e que o número aumenta em 15%, em feriados prolongados e festas, como as de final de ano.

Fonte: Telma Elorza – Jornal de Londrina

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