27/10/2011 às 08h26min - Atualizada em 27/10/2011 às 08h26min

Tetraplégico é morto pelo próprio irmão, Confira!

Segundo informações do delegado da seccional de Rio Claro, Roberto Daher, o tetraplégico Geraldo Rodrigues de Oliveira, 28 anos, foi morto pelo próprio irmão que acabou confessando o crime. Noo início os investigadores estavam trabalhando como sendo latrocínio (roubo seguido de morte) pelos fatos ocorridos.
Durante as investigações, na manhã de ontem (25) após algumas novidades sobre o caso, dr. Roberto realizou uma coletiva com a área de comunicação de Rio Claro, onde em seguida foi realizada a reconstituição do crime, devido à confissão do irmão que contou ter matado Geraldo para acabar com seu sofrimento e a pedido da própria vítima.

Crime e confissão
Ontem (25), às 15h30, o autor do crime que vitimou Geraldo Rodrigures de Oliveira, 28 anos, (tetraplégico), identificado como sendo o próprio irmão da vítima, R.R.O, 22 anos, foi novamente interrogado e acabou por confessar que realmente tirou a vida do irmão a pedido da própria vitima, dizendo o seguinte: “em março de 2009, dia 22, o autor do crime R.R.O estava com seu irmão, Geraldo num churrasco, e cada um, havia adquirido um veículo há pouco tempo, o irmão uma motocicleta e Geraldo um carro. Ao saírem do churrasco, R.R.O desafiou o irmão Geraldo dizendo que a motocicleta era mais rápida que o carro. Geraldo aceitou o desafio e ambos apostaram corrida numa estrada próxima ao município de Ipeuna, quando Geraldo perdeu o controle do carro e capotou. Ele ficou vários dias internado, fraturou a medula e ficou tetraplégico. Geraldo era casado e na época tinha um filho de 08 anos que nasceu paraplégico, o que já era para ele motivo de tristeza e revolta. A partir da data de seu acidente, ele se tornou uma pessoa mais revoltada e triste, pois sua esposa tinha que se desdobrar para cuidar dele e do filho que também precisa de cuidado. Em março de 2011, Geraldo pediu para a esposa que ela fosse embora de casa junto com o filho do casal, pois não aguentava mais ver o sacrifício dela para cuidar da criança e do marido. Ela atendeu o pedido e foi embora de casa com o filho.

Segundo informações de R.R.O, Geraldo conseguia movimentar apenas os olhos e a boca e muito pouco o pescoço. Durante o dia um sobrinho, adolescente de 15 anos, cuidava dele. A noite, R.R.O é quem cuidava do irmão. Apesar de todos os cuidados, Geraldo já apresentava feridas pelo corpo por permanecer muito tempo deitado ou na cadeira de rodas e também reclamava muito de dor. Culpava sempre o irmão, R.R.O, por ter ficado tetraplégico e o pressionava para que desse um jeito naquela situação, dando fim à sua vida. A situação pirou ainda mais, quando Geraldo e R.R.O, perderam um outro irmão, que faleceu no dia 22 de janeiro deste ano, vítima de acidente de motocicleta ocorrido em Rio Claro, no Distrito Industrial. Geraldo se tornou uma pessoa bastante depressiva dizendo que quem deveria morrer era ele e não o irmão que tinha uma vida normal, e passou a pressionar ainda mais R.R.O para dar um jeito na vida dele, repetindo o que vinha fazendo desde de 2009, ou seja, que gostaria de achar alguém que lhe desse veneno e o matasse, tirando-o daquele sofrimento. Diante de tanta insistência e vivenciando o sofrimento do irmão, R.R.O finalmente resolveu atender a solicitação de Geraldo que arquitetou o plano de sua morte, dizendo que na verdade, não poderia ser veneno, porque ele não podia se mexer e, portanto, só poderia beber o veneno se alguém lhe desse. E

ntão deu todos os detalhes a R.R.O para que simulassem um assalto e R.R.O seguiu com esse plano. Disse que comprou um revólver, de pessoa desconhecida e na madrugada dia 22/10/2011, entrou na casa como se fosse um assaltante, usando capuz, pulando o muro e entrando pela porta da cozinha que já estava aberta e efetuou dois disparos em direção a Geraldo, um deles a menos de cinquenta centímetros do pescoço da vítima. Após o crime, disse que pegou o dinheiro para simular o assalto e jogou o capuz e a arma (revólver) num rio de nossa região”. Em seu interrogatório, R.R.O ainda disse que sabe que ficará preso, mas que está aliviado por ter acabo com o sofrimento do irmão. A Polícia Civil de Rio Claro já efetuou buscas no local indicado por R.R.O, mas ainda não localizou o capuz e a arma utilizadas na prática do homicídio, e prosseguirá nas buscas.


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