27/09/2011 às 14h06min - Atualizada em 27/09/2011 às 14h10min

Greve de bancários começa nesta terça em todo o país

CORREIO DO BRASIL

Os bancários de todo o país iniciam greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira. Estão programadas assembleias de sindicatos da categoria de todo o país, nesta segunda-feira, para avaliar a nova proposta apresentada pelos bancos. A expectativa é de que se definam detalhes da paralisação, já que os termos oferecidos desagradaram o Comando Nacional dos Bancários, que coordena a campanha salarial.

Após uma série de rodadas de negociação da categoria com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), os trabalhadores mostram-se insatisfeitos com a proposta de 8% de reajuste apresentada pela representação das empresas. O índice representa 0,56% de aumento real. A proposta também não contempla a valorização do piso da categoria nem da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) da forma desejada pela categoria.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%), maior participação nos lucros, valorização do piso, fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, entre outros itens. A data-base da categoria em todo o país é em 1º de setembro. A pauta da campanha salarial nacional foi entregue em 12 de agosto.

A greve irá estender-se tanto a bancos privados quanto públicos. No caso da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, não foram realizadas mesas de negociação na sexta-feira. Enquanto a primeira cancelou o encontro, o segundo não chegou a marcar data para retomar as conversas. Ambos informaram que pretendem seguir os parâmetros salariais definidos com a Fenaban.

As assembleias estão marcadas para às 19h na maior parte das bases do país.

– Contamos com todos os bancários na assembleia para organizarmos a paralisação ainda mais forte que a do ano passado –, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

– Ficou claro que só assim os banqueiros vão entender a insatisfação da categoria. Os trabalhadores sabem que somente muita mobilização pode mudar esse quadro.



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