13/09/2011 às 13h43min - Atualizada em 13/09/2011 às 13h43min

Proprietária de fazenda abre desvio no pedágio de Jataizinho

Mirian Cunha Avalic alega que a Econorte utiliza seu terreno há um ano e meio sem pagar aluguel

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Um desvio no pedágio de Jataizinho foi aberto na manhã desta segunda-feira (12) pela proprietária de uma fazenda localizada às margens da rodovia BR-369. Mirian Kunhavalic proporcionou que carros e motos tivessem livre acesso à sua propriedade – o que ocasionou o não pagamento da tarifa exigida pela concessionária por parte dos motoristas.

O desvio ficou aberto das 7 às 10h da manhã, em meio a protestos, discussões e intervenção policial. A fazendeira explicou o porquê da abertura do desvio.

“De um lado eu tenho 8000 metros e do outro seis alqueires. Daquele lado a Econorte invade uns 70 metros e não me dá nenhum respaldo e esse lado são 8000 metros que eles usam sem me pagar um aluguel, sem me dizer um obrigado, por favor, ou dá licença. Tiraram um monte de terra para aterrar outros lugares, nunca me pagaram um caminhão de terra, nunca me chamaram para uma conversa”, explicou.

Ela também relatou que há tempos tenta uma negociação com a concessionária. “Faz um ano e meio que tento conversar, tento chegar a um acordo, tento sentar com um advogado, não me recebem, dizem que o dinheiro deles compra tudo. Todos os vizinhos que são homens, eu acho que o problema é porque eu sou mulher, todo mundo tem um contrato, todo mundo recebe, todo mundo mantém as porteiras fechadas, os desvios fechados, têm os seus pagamentos certinhos e eu nada”, continuou.

A proprietária contou como foi como foi o momento em que ela abriu o desvio. “Foi uma loucura. Eu ligava para o meu advogado desesperadamente, já que havia perdido o controle de tudo, porque eu coloquei uma faixa lá na ponta, a minha irmã ficou lá, a minha mãe aqui. Nossa Senhora o povo invadiu de uma vez”, relatou Mirian.

A administração da Econorte pediu para que ela aguardasse a reunião marcada para às 11h da manhã da próxima terça (13). “Vai vir um advogado, nós iremos tentar conversar com um dos chefes, que está fora da cidade, por telefone. Vamos tentar chegar a um acordo e tomara que cheguemos, se não houver eu irei continuar aqui de dia e a noite, porque a terra é minha, passa quem eu quero e do jeito que eu quero”, defendeu.

“Exigências e valores isso será com o meu advogado, na verdade nada mais do que eles me devem e eles é que sabem o que me devem, porque foram os próprios funcionários deles que fizeram as medições, que viram a terra que tiraram, o tanto que invadiram da minha terra. Eles sabem o mal que estão me fazendo”, finalizou a proprietária.

Apesar de toda a confusão gerada, a polícia rodoviária federal está no local para tentar disciplinar o trânsito e evitar mais problemas. A proprietária esteve no escritório da Econorte para negociações iniciais. Na próxima terça-feira (13) ela irá se reunir com o presidente da empresa na sede em Londrina para tentar um acordo.A equipe do Portal Tudo Ibiporã procurou a assessoria de imprensa da Econorte e eles não quiseram se manifestar sobre o assunto. Ouça nos áudios ao lado a entrevista com Mirian Kunhavalick e os flashes realizados pelo repórter Paulo Araujo à Rádio Alternativa FM.


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