01/06/2010 às 11h29min - Atualizada em 01/06/2010 às 11h29min

ONU quer investigar ataque de Israel a navios

Presidente do Conselho de Segurança pede diálogo e classifica situação em Gaza de "insustentável"

AFP PHOTO/AAMIR QURESHI
Condenando a ofensiva israelense contra seis navios de organizações de ajuda humanitária que seguiam para a Faixa de Gaza e navegavam em águas internacionais (nove pessoas morreram e 30 ficaram feridas), o Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu uma investigação “imparcial” sobre o caso, determinando ainda que Tel Aviv libere todos os civis que foram feitos prisioneiros e encaminhados para uma prisão em Beersheva, incluindo a ativista brasileira Iara Lee.

O encontro, que durou doze horas, contou com a participação do Brasil, membro não-permanente do CS, e a diplomata Maria Luiza Ribeiro sugeriu que Israel acabe com o cerco à Faixa de Gaza. Já o mexicano Claude Heller, presidente em exercício do órgão e para quem apenas o diálogo pode resultar em paz na região, classificou a situação na Palestina, especialmente em Gaza, de “insustentável”, requerendo uma "investigação rápida, imparcial e transparente".

Outro lado

Falando em nome do governo israelense, Yigal Palmor, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, afirmou à agência de notícias Efe que a decisão dos diplomatas é “hipócrita” e baseada “unicamente em determinadas imagens televisivas”, uma vez que “nem sequer houve um tempo de reflexão para considerar todos os fatos". Atualmente, cerca de cinquenta ativistas aguardam no aeroporto de Ben Gurion, perto de Tel Aviv, os voos que os levarão de volta aos países onde vivem.

Confirmando que o ataque do Exército pode prejudicar a imagem do país no exterior, Palmor rebateu as acusações de que o governo está demorando na identificação dos nove mortos, pois “como vamos saber a nacionalidade dos mortos se não temos alguma pessoa para os identificar? É muito difícil identificar alguém morto, que não pode responder, quando seus amigos se negam a dar qualquer informação".

Turquia

Falando no Parlamento do país, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan fez duras críticas à ofensiva do Exército israelense, pedindo que o país seja “castigado” pelo ataque realizado na madrugada de segunda-feira. Ele ainda alertou para a “paciência” de sua nação, que está ligada a um dos navios onde estavam os ativistas.

Fonte: Jovem Pan Online.

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